SPVS sugere boicote ao palmito para preservar matas do litoral
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terça-feira, 02 de setembro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaCorte do palmito ajuda a acabar com o que resta da vegetação nativa do litoralA Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS) propõe um boicote ao consumo de palmito para conter a extração ilegal do produto. Segundo o diretor-executivo da associação, Clóvis Borges, a proposta vale para todas as marcas disponíveis no mercado. O palmito com rótulo é apenas artifício para dar falsa credibilidade ao produto, afirma ele.
Borges pede a proprietários de restaurantes e supermercados, além de consumidores, que não comprem palmito, independente do fato de as embalagens terem rótulo. Para ele, as marcas existentes no mercado estariam comercializando palmito roubado de parques e reservas do Paraná ou de propriedades particulares.
A exploração do palmito continua de forma indiscriminada em todo o Litoral do Paraná, devido à fragilidade no processo de fiscalização, diz o diretor-executivo da SPVS. Borges lembra que a Floresta Atlântica, rica em variedade de espécies, já teria perdido 90% de sua cobertura original. E a extração do palmito, na sua opinião, contribui para acabar com o que ainda resta.
A proposta da SPVS de boicote ao palmito foi lançada após a associação apreender esta semana 200 pés em Morretes, no Litoral do Estado. Os palmitos tinham um tamanho inferior ao permitido pelo governo (2,5 centímetros de bitola) e foram abandonados por ladrões em uma propriedade particular daquela região.


