A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) vai pedir ao Ministério Público Federal que investigue a ação dos juízes que liberam o mogno para exportação por meio de liminares. Empresas exportadoras de mogno, madeira contingenciada em risco de extinção, se valem de liminares judiciais para tirar a madeira do País, mesmo sem autorização do Ibama.
A madeira vem do Pará e do Mato Grosso e viaja milhares de quilômetros para chegar aos portos paranaenses para ser embarcada. Somente nos últimos três anos, uma única empresa conseguiu exportar 3 mil metros cúbicos de mogno por meio de liminares.
A SPVS quer saber porque os juizes assinam as liminares se entidades ambientais atestam que a madeira não tem comprovação de origem. O mogno está na lista das madeiras com limite para exportação e para ser exportada precisa sair de um plano de manejo autorizado pelo Ibama. No Brasil existem apenas seis planos de manejo para retirada do mogno.
Tiaraju Fialho, biólogo da SPVS, informou que o pedido formal para que o MP investigue o caso deve ser entregue ainda essa semana. ‘‘É um absurdo que a Justiça ignore as leis ambientais’’, opinou. Para ele, o que mais chama a atenção no caso é o fato das liminares serem concedidas por juizes substitutos e às vésperas dos finais de semana e feriados, quando não há prazo hábil para recorrer. (K.M.)

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