A presidente da Sociedade Protetora dos Animais (SPA) de Campo Mourão, Irene Rohling, disse ontem que a entidade vai tentar impedir o sacrifício dos cães na Justiça. Para isso, a entidade tem dois trunfos nas mãos. Um deles é a própria confusão na sessão de ontem, quando os trabalhos foram interrompidos para que o sacrifício dos cachorros, que já estava rejeitado, fosse votado de novo.
Outro argumento é o que a SPA chama de ‘‘falha’’ na elaboração do substitutivo aprovado pela Câmara. Segundo a entidade, o projeto aprovado não fala em sacrifício e, como ele substitui o artigo e os parágrafos do Código de Posturas, que trata do assunto, a matança dos animais apreendidos estaria fora de toda a legislação municipal. ‘‘O que a Câmara aprovou fala em apreensão e em esterilização, mas não em morte’’, salienta Irene.
O autor do substitutivo, José Eugênio Maciel (PSDB), alega que sua proposta apenas alterou o projeto original, apresentado em março, e o que não é citado, como o sacrifício, continua como na lei atual. Na sessão de ontem, o público foi bem menor do que nas vezes anteriores em que a Câmara discutiu o assunto.

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