O sorteio de cinco novas vagas para os táxis operarem no aeroporto de Londrina quase acabou em tumulto ontem no auditório da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Os cerca de 80 taxistas que compareceram ao sorteio ontem de manhã ficaram ‘‘irritados’’ com a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Na hora do sorteio eles foram comunicados que, apesar do remanejamento estar prevendo o aumento de cinco vagas para o aeroporto, seriam sorteadas apenas quatro. O motivo seria um pedido de impugnação apresentado à Comurb pelo taxista Antonio Tomazela, o ‘‘Piriquito’’, que reivindicava uma vaga alegando que arrenda um carro no aeroporto e considera que ter direito adquirido.
Como o pedido ainda não havia sido analisado pela assessoria jurídica da Companhia, a diretora da Comurb, Lúcia Brandão disse que uma das vagas não poderia ser sorteada até a definição do caso. Os taxistas não aceitaram as explicações e acusaram a prefeitura e Comurb de praticarem ‘‘fraude’’. ‘‘Estamos sabendo disso desde o início da semana. Não é justo, se ele tem ponto então que entre no sorteio como todo mundo’’, defendeu o taxista José Siqueira, 54 anos.
ArquivoLúcia: assessoria jurídicaOs taxistas chegaram a decidir pelo adiamento do sorteio com registro em ata de proposta de transferência do sorteio para o próximo dia 16. O prazo, alegaram, era para a Comurb apresentar cópia do pedido judicial que estaria impedindo o sorteio da quinta vaga no aeroporto. A situação só se normalizou quando, por volta das 11h30, o presidente da Comurb, Kakunen Kyosen ligou para Lúcia Brandão liberando o sorteio das cinco vagas.
‘‘Kyosen entendeu que como a pendência vai demorar para ser resolvida as cinco vagas poderiam ser sorteadas. Quando a assessoria jurídica analisar o pedido, resolveremos o problema’’, informou a diretora da Comurb. O ponto de táxi no aeroporto é considerado ‘‘filé mignon’’ pelos taxistas, devido ao movimento constante e ao fato de frequentemente aparecerem possibilidades de viagens mais longas.
Londrina possui 352 permissionários, que têm carros em 86 pontos da cidade. O preço de uma vaga pode variar de R$ 20 mil a R$ 100 mil, de acordo com a localização do ponto. Uma vaga no aeroporto é a mais cara da cidade. Como a Comurb não tem planos de aumentar o número de vagas, nem de pontos de táxi, a possibilidade de trocar a vaga atual em qualquer outro local da cidade por uma no aeroporto significa lucro imediato certo e possibilidade de aumento de renda.Mario CesarDiscussãoTaxistas não aceitaram o sorteio de apenas 4 vagasCélia Baroni

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