Para tentar reduzir e prevenir as ocorrências de vandalismo e dar mais segurança para professores, alunos e funcionários, colégios estaduais de Londrina têm apostado na instalação de câmeras de segurança. Segundo informações do Núcleo Regional de Ensino, das 76 instituições de Londrina, pelo menos 60 (80%) já recorrem a este tipo de equipamento.
A ação mais recente ocorreu no Colégio Estadual João Sampaio, na Vila Yara (Zona Leste de Londrina), que optou por instalar câmeras de segurança há cerca de um mês. Vlademir Nunes Ribeiro, diretor da instituição há seis anos, conta que portas, cortinas, carteiras e até as tomadas e a fiação elétrica eram alvo dos alunos. ''Por dia eram três, quatro carteiras quebradas. Tentamos mostrar por meio de campanhas educacionais que o patrimônio público tem que ser protegido e que os mais prejudicados eram eles mesmos, mas não adiantou. Então fizemos uma reunião do Conselho Escolar com a Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) e decidiu-se que as câmeras eram necessárias'', conta.
De acordo com o diretor, foi feita também uma reunião com os pais. ''Os pais querem que a escola seja melhor. Se forem medidas para melhorar o ambiente escolar e garantir a integridade dos filhos, eles concordam'', ressalta. ''Já tínhamos alarme monitorado e também seguro do prédio, mas as câmeras melhoraram bastante o dia a dia e não tivemos mais problemas com vandalismo.''
O colégio tem cerca de 750 alunos, divididos entre os três turnos e uma área de aproximadamente três mil metros quadrados. As 32 câmeras estão instaladas nas salas de aula, corredores, cantos do pátio, quadras e entradas do colégio e custaram cerca de R$ 9,7 mil, que foram custeados por verbas federais e promoções realizadas com a comunidade.
Carla Montenegro Balan Nóbile, professora de Química, acredita que a câmera ajuda a coibir não só o vandalismo mas também a violência. ''Dá mais segurança trabalhar com os equipamentos.''
Entre os alunos também houve aprovação. A FOLHA conversou com algumas adolescentes que disseram se sentir mais seguras. De acordo com elas, os problemas iam de furto de material escolar e dinheiro, quebra de carteiras até brigas. ''Minha mãe também fica mais tranquila com as câmeras no colégio'', afirmou uma delas.
Sem faltas
No Colégio Estadual Willie Davids, localizado na Vila Casoni (Área Central), a instalação das 12 câmeras de segurança há dois meses a meio também já começou a surtir efeitos positivos. O colégio atende 700 alunos em 3 turnos escolares em um prédio de 2,5 metros construídos.
Segundo o diretor Paulo Cesar Chaves, as principais conquistas com o aumento da vigilância foram o fim da ''matança'' de aulas e a diminuição do vandalismo. ''Como em muitos pontos do colégio não havia nenhum adulto que fizesse a fiscalização, os alunos aproveitavam para matar as aulas ou mesmo descontar a irritação, por alguma repreensão do professor, no patrimônio escolar. Com a instalação das câmeras em pontos estratégicos da instituição tudo isso diminuiu.''
Segundo ele, a comunidade escolar planeja a instalação de mais 8 câmeras até o final do ano. (Colaborou Fernanda Carreira)

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