Um grupo de pacientes soropositivos de Londrina está reivindicando o funcionamento de um hospital-dia no Hospital Universitário (HU). Eles fizeram uma carta-aberta e um abaixo-assinado, com cerca de 70 assinaturas, que seriam entregues ontem à noite durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde.
De acordo com um dos pacientes, Edson Facundo, 40 anos, todo o equipamento, entre macas, cadeiras e suportes para soro, já foi comprado e está guardado em uma sala do HU onde deveria estar funcionando o hospital-dia. O equipamento, segundo Facundo, foi comprado com recursos do Ministério da Saúde há cinco anos.''O que falta é recurso humano, médicos e enfermeiros, para trabalhar no projeto'', afirmou.
Hoje, os pacientes soropositivos têm atendimento precário, de acordo com Facundo. Eles são atendidos em uma sala da enfermaria de Moléstias Infecciosas (MI) que funciona como depósito para equipamentos quebrados. ''Só tem uma maca e os pacientes têm que ficar sentados em cadeiras para tomar a medicação. E não tem um enfermeiro que fica o tempo todo no local, caso ocorra alguma reação ao medicamento'', explicou.
Para a esposa de Facundo, Ana Lúcia da Conceição, os pacientes merecem mais cuidado. ''Já vimos pessoas desistirem de tomar a medicação por causa das condições em que são atendidas, e o soropositivo não pode deixar de se medicar, é nessa hora que aparecem as doenças oportunistas'', afirmou.
A diretoria do HU informou através da assessoria de imprensa que iria participar da reunião do Conselho de Saúde e que o hospital está estudando um projeto para fazer modificações no atendimento aos soropositvos. A diretora executiva da secretaria de Saúde, Margaret Shimiti, informou que o conselho formou uma comissão para vistoriar as condições de atendimento e estudar como ficou definido o convênio com o Ministério da Saúde. O relatório final dessa comissão seria apresentado ontem e a partir disso o Conselho iria tomar uma decisão.

mockup