Soropositivos querem mais privacidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de outubro de 2002
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Um grupo de pessoas portadoras do vírus HIV estão descontentes com a forma como estão sendo tratadas no Centro de Saúde (centro de Londrina). Eles querem mais privacidade na hora de pegar os remédios. A Folha recebeu denúncias de que os doentes de AIDS, que adquiriam os remédios numa sala, do segundo andar do prédio, agora pegam os medicamentos numa sala térrea.
Um dos atendidos, que não quis se idendificar, disse que é muito constrangedor ficar na fila à vista de todo mundo. ''Além de suportar a doença, ainda temos que enfrentar o preconceito e a insensibilidade dos profissionais de saúde'', lamentou. Ele disse que outros pacientes perguntaram o motivo da mudança e não receberam justificativa. Os pacientes gostariam que a entrega fosse num local mais discreto e reservado.
A gerente do Centro de Saúde, Regina Lúcia Nascimento do Amaral, explicou que a antiga farmácia estava em péssimas condições e foram os próprios pacientes que pediram a mudança. Segundo ela, o local era pequeno e estava apertado por causa de uma sala de espera que funcionava ao lado. De acordo com Regina, ao mudar o local de entrega dos remédios a intenção era ter a farmácia do Centro Integrado de Doenças Infecciosas (CIDI).
Ela ainda disse que apenas duas pessoas reclamaram da mudança do lugar e que o Centro colocou à disposição dessas pessoas uma sala reservada. De acordo com Regina, um dos problemas em mudar a farmácia de lugar é a falta de espaço.
O secretário da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (Alia), Paulo Wesley Faccio, contou que cerca de dez pessoas fizeram reclamações na Associação. Faccio adiantou que há dois meses, desde a mudança da farmácia, a Alia está conversando com os responsáveis pelo Centro para resolver a questão. Além disso, os pacientes estão fazendo um abaixo-assinado que será entregue à gerente do Centro de Saúde.


