Marcos NegriniMerendeira da prefeitura prepara a sopa para os carentesCerca de seis mil pessoas carentes de Maringá serão beneficiadas com dois pratos de sopa por dia preparadas pelos voluntários do Serviço de Obras Sociais de Maringá. A Unidade de Suplementação Alimentar, que foi inaugurada ontem pelo prefeito Jairo Gianoto (PSDB), vai iniciar a distribuição da sopa primeiro para os 1.316 funcionários da prefeitura que recebem até R$ 196,00 de salário. São servidores que fazem a limpeza de ruas, das bocas-de-lobo, roçadas e os vigias noturnos.
Depois, o alimento será estendido a todas as 86 entidades carentes conveniadas à Fundação de Desenvolvimento Social (FDS) da prefeitura, como asilos e albergues. O alimento será levado até os trabalhadores em caminhonete da FDS, que emprestou ao SOS três merendeiras, um nutricionista e um vigia. O SOS funciona numa casa de 500 metros quadrados no bairro Fim da Picada.
Segundo o médico Nelson Maimone, voluntário do SOS, a idéia do sopão para os carentes veio do Rotary Clube de São Paulo, que comprou na Suíça máquinas processadoras de alimentos. O Rotary de Maringá comprou duas dessas máquinas e doou ao SOS. Elas são um pouco maiores que um liquidificador comum. Em seus ‘‘contêineres’’, ou copos protegidos por plásticos e ferro, com capacidade de um litro, são colocados as verduras e legumes doados pela Ceasa e supermercados diariamente à FDS.
Em seguida, os recepientes são colocados nos freezers (o Rotary doou dois ao SOS). Congelados, os alimentos são triturados nas máquinas e se transformam em pasta. Podem ser temperados antes ou depois do congelamento. Com quatro desses copos, podem ser cozinhados 20 litros de sopa. As máquinas vão fazer sucos e sorvetes no verão. Para fazer tudo isso, basta um funcionário. Segundo o médico Maimone, a pasta da sopa contém vitaminas, proteínas, sais minerais e aminoácidos.

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