Sonhos começam a sair do papel
Sonhos começam a sair do papel
Sid Sauer
Lenira TerraViaduto em construção na saída para Guarapuava (BR-487); obra faz parte do anel viário, já na fase de conclusãoSe tudo der certo, Campo Mourão vai estar concretizando sete de seus principais reivindicações até o final deste ano. Pelo menos um deles, a implantação de novos cursos na Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam), já está em vigor. Outros dois - a construção do anel viário e o asfaltamento da estrada do Rio da Várzea - já estão em obras. Os últimos quatro estão previstos para começar no segundo semestre - o asfalto da Estrada Boiadeira, a conclusão da Santa Casa, a criação da área de lazer na região da Usina Mourão e a construção de uma nova rodoviária.
A cidade atravessa um extraordinário momento, diz o prefeito Tauillo Tezelli (PSDB). Sonhos e espirações de várias décadas estão se tornando realidade. O asfaltamento da Estrada Boiadeira, que liga Campo Mourão a Cruzeiro do Oeste, é reivindicado há cerca de 50 anos. Depois de uma paralisação de oito anos, existe a expectativa de que as obras de pavimentação se reiniciem dentro de 90 dias. O projeto já foi readequado pelo DNER, que está habilitando empresas para a concorrência pública.
Enquanto as obras não começam, no entanto, a comunidade se mostra receosa. Há medo que de tudo não passe de um blefe de ano eleitoral. O mesmo acontece com as obras da nova Santa Casa, que começaram em 1990 e estão paradas há quase dois anos. Existem R$ 3 milhões já aprovados para a obra e muitas promessas, mas o dinheiro não chega. As esperanças para o segundo semestre, no entanto, são grandes. Mais fácil será a construção da nova rodoviária. A prefeitura já comprou o terreno, prepara o projeto e tem dinheiro previsto no Paraná Urbano.
Também bem próxima da realização está a pavimentação da estrada do Rio da Várzea. O trecho de 17 quilômetros está em obras de preparação do leito. Melhor que isso, só as obras dos 21 quilômetros do anel viário. Iniciadas no final de 1993, elas chegaram a ficar mais de um ano paralisadas, mas agora estão na reta final com a construção de dois viadutos. A previsão é que tudo fique pronto até o aniversário da cidade, em outubro.
O viaduto da BR-487, na saída para Guarapuava, está mais adiantado, mas é o viaduto na BR-158, na saída para Maringá, que merece mais comemoração. Ele chegou a ter os pilares construídos há 20 anos, mas as obras não foram além disso. O investimento no anel é de R$ 13,6 milhões. O tempo em que o viaduto ficou abandonado é o mesmo em que a Fecilcam ficou sem ganhar novos cursos. Para o setor de turismo, o município começou a realizar seu principal sonho no ano passado, com a transformação de uma área na Usina Mourão em parque estadual.





