Da Sucursal

Kraw PenasSalomão (ao microfone) e Sotto Maior: desvio pode chegar a R$ 15 milhõesO Ministério Público investiga um grupo de empresas que estariam sonegando impostos na região de Ponta Grossa. O montante sonegado deve chegar a R$ 15 milhões, segundo informação do procurador geral Olympio de Sá Sotto Maior. Os nomes das empresas estão sendo mantidos em sigilo até que seja confirmado o crime.
Para o procurador geral, de cada R$ 3,00 que deveriam ser recolhidos no Paraná, R$ 2,00 são sonegados. ‘‘Isso representa mais dois orçamentos.’’
Olympio de Sá Sotto Maior preside o Encontro Nacional dos Promotores de Justiça que atuam na área de combate ao crime contra a ordem tributária, que termina hoje e reúne promotores de Justiça de 14 estados. O grupo está discutindo formas de uniformizar a legislação e como se dará a troca de experiências entre os estados acerca da atuação das quadrilhas.
Os suspeitos de sonegação em Ponta Grossa deverão se unir às três quadrilhas que foram descobertas agindo no Paraná durante o ano passado: o clube dos 60, liderados por Ademar Costa, que desviou R$ 8 milhões; a operação de transferência de crédito, liderada por Mercílio Cesar Casagrande Filho, que tentou sonegar R$ 76 milhões; e a terceira quadrilha, que ainda está sob investigação e fazia a transferência de crédito para empresas adquirirem cimento. Estima-se que o valor destas transações chegue a R$ 2 milhões.
O Ministério Público encontra resistência de alguns bancos em fazer cumprir a Contituição que lhes dá o direito de requerer a quebra do sigilo bancário quando há suspeita de crime de sonegação. ‘‘Existe o entrave que só poderíamos encaminhar o processo de quebra do sigilo bancário depois que fossem esgotados todos os processos administrativos. Isso demanda tempo e torna o processo tremendamente moroso, beneficiando os sonegadores’’, admite Sotto Maior.

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