Em janeiro de 1991, a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), enviou técnicos à região, especificamente a Itambaracá e Andirá e para Cândido Mota e Palmital (SP), para apresentar o empreendimento energético denominado Canoas 1 e 2. Em diversas reuniões realizadas, mostrou os benefícios, impactos ambientais e prejuízos que a obra acarretaria. Apresentou ainda os Estudos de Impactos Ambientais (EIA) e o Relatório dos Impactos no Meio Ambiente (RIMA).
Neste último documento estão relacionadas as obras, programas e demais providências que a empresa pretendia realizar para abrandar os impactos diretos causados pelas obras. O objetivo da empresa era de obter as licenças para instalação necessária.
Das obras e programas que constam do RIMA, vários já foram realizados, mas ainda faltam a construção de área de lazer próxima aos lagos; complementação do programa de proteção de microbacias e celebração de diversos convênios com órgãos governamentais e benfeitorias compensatórias pelos prejuízos causados aos municípios.
A comunidade de Itambaracá exigiu da Cesp a execução de obras que compensassem os prejuízos econômicos pela perda de área produtiva inundadas pelo lago. A empresa assumiu compromissos, através de carta de intenções, anexada ao RIMA. Porém, a comunidade alega que ainda estão pendentes algumas obras como a ponte sobre o Rio Paranapanema, ligando Cândido Mota (SP) a Itambaracá.
Outras obras prometidas são complementar o asfalto entre Itambaracá e o bairro Porto Almeida; asfaltamento da estrada que liga São Joaquim do Pontal ao Porto Galvão; e asfaltamento desde o distrito Raul Marinho até a estrada que liga Porto Almeida a Itambaracá. (L.T.)

mockup