Uma câmera adaptada para ser colocada em pequenas aberturas e um equipamento capaz de fotografar a impressão digital de um recém-nascido foram apresentados ontem no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. A princípio, nenhum desses equipamentos serão comprados pela polícia, mas de acordo com o delegado João Alberto Fiorini, do Serviço de Registros Policiais para Investigações, eles seriam indispensáveis para o combate ao narcotráfico e ao sequestro de crianças.
A sonda adaptada com uma câmera de vídeo é o mais sofisticado. Ela possui 30 metros de comprimento e pode ser inserida em pequenas aberturas. Na opinião de Fiorini, esse equipamento ajudaria no combate ao narcotráfico e ao roubo de carros. ‘‘Com as técnicas empregadas pelos criminosos essa microcâmera pode vasculhar o interior de tanques de combustível, localizar números de chassis e motores’’, disse Fiorini. A câmera tem adaptações que permitem que seu raio de visão atinja 360 graus. A tecnologia foi desenvolvida no Japão e tem sido utilizada na verificação das condições dos reservatórios, fios elétricos e recuperação de carros roubados.
‘‘No caso do aparelho que iria substituir as carimbeiras, ele foi doado para a Secretaria da Criança’’, disse o delegado. O aparelho, que Fiorini pretendia usar nas maternidades, faria com que as crianças deixassem o hospital com um número de identificação. Na sua avaliação a identificação feita através dos sulcos do pé do recém-nascido, com uso de talco, não é durável. ‘‘A individuação deve ser feita através de fotografia em tamanho ampliado do dedo indicador . Um dos objetivos é evitarmos a ocorrência de trocas ou tráficos de crianças’’, afirmou.
Fiorini disse que a carimbeira, originalmente usada na maioria dos hospitais, não identifica as características individuais das crianças resulta apenas em borrão. O investimento para a compra dos aparelhos chega a R$ 20 mil.

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