Some cartão de benefício de idosa agredida
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quarta-feira, 13 de outubro de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O cartão magnético com o qual a aposentada G.S.S., de 59 anos, recebia sua aposentadoria, não foi encontrado em seu apartamento, que fica no andar térreo de um condomínio na Zona Leste de Londrina. Na manhã do último domingo, vizinhos encontraram a mulher agonizando no quarto e com inúmeros sinais que comprovariam agressão. Peritos do Instituto Médico-Legal (IML) colheram material para esclarecer a suspeita de que teria havido violência sexual. O laudo deve ficar pronto hoje.
A idosa permanece internada na Santa Casa em estado grave e ontem foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela respira com a ajuda de aparelhos.
A aposentada vivia sozinha em um apartamento no andar térreo do condomínio Santos Dumont. Ela foi vista pela última vez no local na noite da última sexta-feira. Na manhã de domingo, uma vizinha estranhou sua ausência e, ao olhar pela fresta de uma janela, viu a aposentada caída ao lado da cama. Ela foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa, onde um médico constatou lesões pelo corpo e suspeitou que G.S.S. teria sido estuprada.
Em estado de choque, a aposentada teria confirmado a familiares que conhecia o autor das agressões. Do apartamento da vítima nada teria sido roubado.
Ontem, porém, um dos filhos da aposentada contou que o cartão magnético que a mãe usava para receber a aposentadoria de um salário mínimo mensal não foi localizado. Maurício Castioni da Silva, 37 anos, disse que a família iria procurar o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para saber se houve movimentação na conta nos últimos dias.
Um funcionário do setor de benefícios da gerência regional do INSS informou à reportagem da Folha que não havia nenhum registro de saque até o último domingo.
Já a assessoria de imprensa da Santa Casa informou que o estado de saúde da paciente piorou nos últimos dias. A aposentada sofreu um acidente vascular cerebral, está inconsciente e respira com ajuda de aparelhos. Por falta de vagas, apenas ontem ela foi transferida para um leito na Unidade de Terapia Intensiva.
Com problemas cardíacos, a aposentada passou por uma cirurgia para colocação de ponte de safena há 13 anos mas, segundo a família, levava uma vida normal. ''Ela tinha problemas de coração mas estava saudável, trabalhava, frequentava a igreja'', afirmou Silva.
O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Nagib Nassif Palma, declarou que aguarda a informação da família sobre se teria havido o saque da aposentadoria nos últimos dias. Nenhuma informação também foi repassada pelo disque-denúncia (197). Até o momento, as investigações pouco avançaram.


