Som de bar tira sossêgo de mãe e filha vizinhas
Telma Elorza
De Londrina
Há cerca de seis meses, a estudante Gabriela de Rosis Simões, 22 anos, não sabe o que é ter uma boa noite de sono, principalmente nos finais de semana. Seu problema começou no dia da inauguração do bar El Rancho, na Avenida Maringá, 641, zona oeste de Londrina. Gabriela e a mãe residem em uma dependência, localizada na Rua Cornélio Procópio, 102, que faz divisa com o bar.
Segundo a estudante, ela e a mãe tentaram de tudo para negociar com o sócio-proprietário do bar, Paulino Chicarelli. Na época da inauguração, chamamos ele aqui para ouvir o som que vazava pelas paredes. Ele veio e admitiu que realmente estava alto. Mas pediu um tempo para readequar o espaço, afirmou.
Gabriela disse que em maio protocolou denúncia na Prefeitura de Londrina. Os técnicos vieram e fizeram a medição, mas até agora nada foi feito. Segundo ela, Chicarelli construiu paredes extras e cobriu sua casa com lã de rocha para isolar o som, mas o problema continua.
O proprietário do El Rancho confirmou que o bar passou por reformas no isolamento acústico. De acordo com ele, o projeto foi feito por um engenheiro de som amigo dele e encaminhado à prefeitura. Mas Chicarelli se recusou a fornecer o nome do engenheiro e a mostrar o número de projeto que, segundo ele, teria encaminhado à Secretaria de Obras.
Segundo Edélcio Roberto Palhares, técnico de planejamento municipal no setor de Concessões e Fiscalização de Alvarás da Secretaria da Fazenda, a medição realizada na casa apontou 60 decibéis. O bar, conforme disse, deveria receber ofício comunicando a cassação de alvará de funcionamento. O proprietário foi comunicado, em 5 de agosto, que teria um prazo de 30 dias para readequação de acústica no local. Aparentemente ele não cumpriu, disse.





