Soluções poucos estéticas são adotadas como medidas de segurança
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quinta-feira, 08 de março de 2012
Redação FolhaWeb 
Grades e pilaretes de concreto não fazem necessariamente parte da estética de uma residência, mas a violência urbana tem feito com que cada vez mais esses itens integrem a paisagem.
Na loja da comerciante Grace Koatutsu, na Avenida Maringá (Zona Oeste de Londrina), há aproximadamente dois anos pilaretes de concreto passaram a integrar a fachada, de modo a evitar que um carro possa ser usado para arrombar a loja.
''Tivemos um sinistro aqui e a seguradora recomendou que alterássemos algumas coisas, de modo a dificultar a ação dos bandidos. Assim optamos por colocar os pilaretes na direção da porta e essa floreira, também de concreto, na direção da vitrine. A noite também colocamos uma corrente esticada na frente da loja toda. Não tivemos redução no valor do seguro, mas tudo que puder ser feito para dificultar os roubos, nós fazemos'', contou.
Segundo ela, alguns comerciantes da região inclusive estavam tendo problemas na hora de fazer o seguro do estabelecimento, por causa das características da avenida, onde muitos pontos ficam desertos durante a noite.
Na mesma avenida, os proprietários de uma loja de informática também optaram pelos pilaretes na frente do estabelecimento, mas ao invés do concreto, optaram por trilhos de trem para reforçar a segurança. Ney Viana, funcionário, afirmou que os trilhos foram uma sugestão da arquiteta, ainda durante a obra.
''Tem dois metros para baixo do nível da rua. Sei que o investimento ficou mais caro do que a pintura da fachada que é toda diferenciada, mas amigos de outras lojas do mesmo ramo nos recomendaram ter uma segurança reforçada. Quando a seguradora veio fazer a vistoria, estava tudo pronto'', justificou.
Um corretor de seguros que não quis se identificar contou à FOLHA que em geral as companhias fazem sugestões para melhorar a segurança no estabelecimento. ''É feita uma inspeção prévia no local para avaliar a vulnerabilidade, inclusive para aceitação ou não do risco. Quanto mais vulnerável for, maior deve ser o preço a ser cobrado, sendo que a empresa pode se recusar a fazer a cobertura'', contou. Ele acredita entretanto que a maioria das pessoas que optam por essas alterações a fazem por conta própria e não por recomendação das seguradoras.
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