Soluções improvisadas para esquinas perigosas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Juliana Leite<BR> Especial para a FOLHA 
Nem a proteção de ferro e troncos de madeira têm sido capazes de suportar batidas constantes na curva da Avenida Juscelino Kubitschek, próximo à Rua Ibiporã, Área Central de Londrina. A última foi no mês passado, quando um motorista perdeu a direção do carro e capotou. O motorista e a passageira tiveram ferimentos leves e os moradores do edifício Pioneiros, localizado em frente ao local do acidente, levaram um susto. Eles não suportam mais as freadas e batidas durante a madrugada. Problemas como este também são encontrados em outras esquinas, onde os moradores improvisam ''obstáculos'' para evitar danos maiores.
Há mais de dez anos os moradores dos prédios da região próxima à curva da JK pedem melhorias para as autoridades do trânsito da cidade. De 1998 até agora eles conseguiram que o tempo semafórico da onda verde da avenida fosse alterado para tentar coibir o excesso de velocidade e também a instalação de tachas com elementos refletivos para dar maior visibilidade à pista. Para quem lida com o problema diariamente, ainda falta muito para a situação mudar. ''As batidas continuam'', conta Vera Lucia Caldeira Rocha, que foi síndica do condomínio e vive no edifício há mais de 18 anos.
Em 2009, um carro chocou-se contra o muro do prédio e quase atingiu o apartamento do primeiro andar. Após o acidente, a Copel recomendou aos moradores que retirassem o poste de luz da calçada da rua e o instalassem no pátio do prédio. O resultado foi um orçamento fora do planejamento do condomínio. ''Gastamos cerca de R$ 8 mil para fazer a mudança do poste. Sem contar uma outra moradora que teve os eletrodomésticos queimados por conta disso'', revelou a comerciante e moradora do edifício, Silvia Perin.
Outro local problemático é na esquina da Rua Raposo Tavares e Avenida Rio de Janeiro, onde funciona um restaurante. De acordo com a proprietária do estabelecimento, que pediu para não ser identificada, há cerca de um ano um carro em alta velocidade atingiu o muro do restaurante e chegou a derrubar mesas. Por sorte o local já estava fechado e ninguém ficou ferido. Preocupada com a segurança dos clientes e funcionários, a comerciante colocou pilares de proteção de ferro na esquina.


