Solução virá com central de incineração, garante a Sudersa
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terça-feira, 06 de maio de 1997
Da Redação 
O engenheiro agrônomo Rui Leão Muller, coordenador da área de tecnologia e saneamento da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Sudersa), disse que falta apenas um sinal verde do Congresso Nacional para que a questão do lixo tóxico no Paraná seja resolvida de uma vez por todas.
A solução, segundo ele, será a construção de uma central de incineração no município de Reserva, localizado na região centro-sul do Estado. Mas o projeto ainda tramita em Brasília e só depois da aprovação e sanção do presidente da República será possível abrir licitação internacional para começar a instalar a obra.
Segundo Muller, o projeto foi elaborado durante o ano passado e prevê gastos em torno de R$ 50 milhões - R$ 8 milhões para compra e instalação do incinerador e o restante para infra-estrutura. Esse dinheiro virá de um empréstimo - já aprovado - do governo japonês ao governo do Paraná. Se fosse mandar pagar pelo serviço, em São Paulo ou Rio, acabaria saindo pelo mesmo preço do incinerador, avalia o coordenador de tecnologia e saneamento da Sudersa. Não existe, no entanto, previsão para que o projeto seja votado pelo Congresso Nacional.
O engenheiro acrescenta que o projeto prevê ainda a destruição dos galpões e de toda área que possa estar contaminada em Tamarana. Esse trabalho, segundo ele, demandaria custos extras se o serviço de incineração do material de Tamarana fosse feito por terceiros. Se vai queimar dinheiro, então vamos fazer isso em benefício de todo o Estado, afirma Rui Leão Muller.
A localização estratégica, no centro do Estado, pesou a favor da escolha de Reserva para a construção da central. Além do mais, diz Mueller, a região é pouco habitada, com boa vegetação e, por isso, mais segura.
Sobre a preocupação da promotora do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reichenbach, de que a central poderia trazer para o Estado lixo tóxico de várias partes do País, Mueller acredita que não há riscos porque o incinerador seria construído com grau de segurança absoluta.
Problema do Paraná tem que ser resolvido no Paraná. E essa mesma questão, sobre a segurança no transporte de produtos tóxicos, poderia ocorrer em qualquer local onde há incineradores, como São Paulo e Rio. E lá, até hoje, não houve problemas.
(Lúcio Horta)


