Solução para Londrina vai demorar
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terça-feira, 22 de julho de 2003
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
O Ministério da Saúde informou, por meio de sua assessoria, que o Paraná deve receber, até julho do ano que vem, 122 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Por sua vez, a Secretaria Estadual de Saúde já avisou que, em um levantamento a ser entregue ainda esta semana, vai pedir que esse número chegue a pelo menos 180.
Considerando-se todo o Paraná, a notícia vem em boa hora. Já no caso de Londrina (e de outras cidades onde o setor não esteja em situação considerada crítica pelas autoridades), os problemas de superlotação não devem ser resolvidos de imediato, já que, conforme o diretor de sistemas de saúde do Estado, Mário Lobato da Costa, há dez leitos sobrando hoje na cidade.
De acordo com ele, não faltam vagas, mas um maior controle dos tipos de internamento que ocorrem nos hospitais. ''A Central de Regulação do Estado tem que investir mais para verificar como esses leitos estão sendo ocupados'', afirmou. Por outro lado, Costa admite que a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina não abrange apenas o londrinense e, por isso não descarta que a cidade seja contemplada. ''Uma situação, mais inviável e demorada, é criar vagas em hospitais sem UTI, como o da Zona Norte (onde, pela falta desses leitos, três pessoas morreram segunda-feira); a outra, mais interessante, é ampliar naqueles em que já existem, como a Santa Casa, o Evangélico e o Universitário'', assegurou.
Nesta sexta-feira, o secretário municipal de Saúde e presidente do Conselho Municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, reúne-se com outros representantes estaduais e municipais do setor em reunião da Comissão Bipartite, em Curitiba. Na semana passada, em entrevista à Folha, Fernandes reconheceu o problema da falta de leitos e afirmou que apresentará à Comissão a proposta de criação de 20 novos leitos na cidade. Se aprovada, ela será levada à Comissão Tripartite, no Governo Federal, que avaliará se entrará para as despesas do SUS.
O chefe da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martim, concorda com a criação de 20 novos leitos, mas transfere a solução do problema para o atendimento intermediário. ''Londrina abrange hoje uma área de dois milhões de habitantes. Estamos discutindo a melhoria do atendimento rápido nos hospitais da região, o que liberaria vagas para pacientes em estado grave daqui'', explicou. (Colaborou Fernanda Bressan)


