A falta de água e a existência de esgotos clandestinos no litoral paranaense continuarão infernizando os veranistas ainda por muito tempo, mesmo com os investimentos que a Sanepar vem realizando na região. O gerente de operação da empresa, Wandir Nogueira Rocha, acredita que nem mesmo com a conclusão de todas as obras iniciadas em 1998 - e que exigiram investimentos de R$ 6 milhões - garantirão o abastecimento normal de água para as pessoas que passam férias nas praias na alta temporada.
Segundo ele, o motivo da previsão pessimista é que a Sanepar não conseguirá sanar um problema comum, que é a falta de pressão da água para subir às caixas d’água quando há centenas de pessoas utilizando o produto ao mesmo tempo. ‘‘Conseguimos levar a água até os cavaletes, mas ela não consegue subir para as caixas’’, explica.
No ano passado, a Sanepar trabalhou na complementação de reservas e na instalação da rede de água no litoral. O projeto prevê também o funcionamento da área de controle operacional, que ainda não está pronta.
Outro problema que reduz a balneabilidade do litoral é a existência de esgotos clandestinos. A Sanepar espera sanar as irregularidades com a implantação de novas redes e verificação do tratamento de esgoto. O projeto pretende ainda conscientizar a população sobre a importância de dar destino certo para os detritos. Atualmente, apenas as regiões de Matinhos, Caiobá e Guaratuba possuem redes públicas de esgoto. Nos demais balneários, os detritos são jogados em fossas sépticas ou nas galerias de águas pluviais.Albari RosaEsgotos clandestinos e falta d’água infernizam a vida no litoralAdriana Ribeiro

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