O problema do Jardim Nova Conquista é antigo até para a prefeitura. O setor de limpeza pública da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), por exemplo, mantém o campo de futebol constantemente na programação de limpeza de fundos de vale. O chefe do setor, Délcio Garcia, informa que a cada 60 dias a área é limpa e a próxima ação está agendada para o final desta semana.
''Mas não adianta que em um mês o lixo está lá de novo jogado pelos próprios carroceiros do bairro que só têm essa opção de sustento'', afirma. Segundo ele, não cabe à CMTU resolver o problema da reincidência. ''A nós cabe fazer a limpeza, o que fazemos, mas a fiscalização e conscientização da comunidade deveria ser feita pelos órgãos ambientais'', argumenta.
O secretário de Meio Ambiente de Londrina, Dirceu Fumagalli, diz que o problema é complexo. ''Não temos ainda uma solução fechada para isso, o que estamos tentando fazer é definir uma nova diretriz em relação à criação de cavalos na cidade'', afirma.
Segundo ele, uma das metas da secretaria é fazer uma mapeamento dos carroceiros para monitoramento posterior. A questão será discutida na semana que vem com a CMTU. ''Não dá para recuperar nada se não tivermos um trabalho articulado'', diz.
A infestação de carrapatos, também ligada a atividade do carroceiros, é outra situação reincidente. Segundo o chefe da Vigilância Sanitária (VS) de Londrina, Marcelo Viana de Castro, a região já foi dedetizada neste ano. ''Mas sem tirar os cavalos, os problemas voltam'', afirma Viana. A prática dos técnicos da VS, nesses casos, é tentar localizar os donos dos animais para notificá-los para que não deixem os animais em área pública. ''Mas não é fácil encontrar (os donos)'', adianta.
Segundo ele, ainda ontem, os técnicos da VS iriam visitar a região para fazer uma avaliação. Se for confirmada a infestação, a área receberá aplicações de inseticida.

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