Para o gerente de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito de Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, a saída, a longo prazo, para o problema da falta de vagas concentra-se na maior utilização do transporte coletivo.
''A expectativa é que dentro de 2 a 2,5 anos a frota londrinense chegue a 200 mil veículos e as vagas no Anel Central vão continuar com mesmo número. Até por isso foi implantado o novo modelo de transporte coletivo, com cartão e sem necessidade de passagem pelo terminal'', argumentou.
Em outra frente, a CMTU está fazendo um levantamento das frequências das vagas regulamentadas. O objetivo é descobrir se há vagas ociosas que poderiam ser suprimidas e pontos de maior procura onde a Zona Azul seria implantada. Um dos locais em estudo para implantação é a Avenida Maringá.
O argumento da CMTU é que a Zona Azul democratiza o trânsito. O tempo máximo de ocupação permitido é de duas horas. Na prática, contudo, a regra nem sempre é respeitada. É comum encontrar carros com pilhas de talões de uma hora. Questionado sobre essa distorção, Grotti afirmou que os levantamentos da CMTU apontam que essa prática seria pequena. ''Na verdade, a falta de vagas concentra-se entre as 11 e as 14 horas com grande rotatividade'', disse.

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