Solução depende da Justiça, diz Righi Segundo o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, o problema da falta de escoamento de águas pluviais do Jardim Mediterrâneo é antigo e o município já está tomando providências para tentar solucioná-lo. ‘‘O caso, porém, é que agora depende da Justiça’’, afirmou. Righi explicou que a Avenida Harry Prochet não foi devidamente planejada, era apenas uma rua improvisada e temporária. ‘‘Acabou ficando sem galeria pluvial’’, contou. De acordo com o secretário, há tempos a Prefeitura está negociando com os proprietários de um terreno às margens da avenida e do Lago Igapó, para a construção da galeria no local. Com isto, a água da chuva escoaria para o lago. ‘‘É uma obra que interessa também à Superintendência de Recursos Hídricos do Paraná (Sudersa), que já fez inclusive a licitação. Mas estamos brigando na justiça com os proprietários a permissão para instalar ali as galerias’’, explicou. Segundo ele, a prefeitura pediu uma servidão de passagem, fez o pagamento do valor – cerca de R$ 16,5 mil – em juízo, e conseguiu, no começo do mês, uma imissão de posse para construir a galeria. ‘‘O problema é que os proprietários entraram com um agravo de instrumento e o juiz suspendeu o início da obra até poder analisar melhor a questão’’, disse. O secretário reconheceu que há outras alternativas para o problema, porém todas seriam muito mais caras e complicadas. ‘‘Ali é o ponto mais baixo e mais lógico para se instalar a galeria. Se fôssemos tentar outra alternativa, o custo – que hoje é estimado em R$ 180 mil – subiria cerca de 40%’’, afirmou. Quanto ao Conjunto Pindorama, Righi disse que não existe uma solução a curto prazo para o problema. ‘‘Os moradores sabem disto há muito tempo. Ali é um local totalmente inadequado para a habitação, pois foi construído em cima de um banhado. Onde não é banhado, é pedra. Para construir novas galerias, teríamos que usar explosivos, colocando em risco as casas’’, afirmou. Segundo o engenheiro Guilherme Lulfdorf Júnior, gerente de prédios públicos da Companhia Municipal de Urbanização de Londrina (Comurb), o alagamento do Mercado Municipal do Parque Guanabara foi causado por sujeira nas calhas. ‘‘Hoje mesmo já foi feita a limpeza’’, disse. Segundo ele, o prédio tem alguns outros problemas técnicos que já estariam sendo avaliados e dimensionados. ‘‘A questão é que as soluções exigem verbas, que não temos’’, afirmou. (T.E.)

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