Solução aguardada com 'ansiedade'
O problema foi lixão a céu aberto em Ivaiporã foi mostrado pela FOLHA em setembro de 2006. A denúncia partiu do professor e ambientalista Adriano Marcos Diglio, que levou o assunto ao Ministério Público. O lixão fica às margens do Rio Pindauva, que tem 12 quilômetros de extensão, é afluente do Rio Ivai, e o principal manancial para abastecimento de água para os moradores daquela cidade.
A reportagem mostrou naquela época, que além do chorume produzido pela decomposição de matéria orgânica, o lixo sólido depositado na área de mata ciliar também chega ao rio na forma de latas, garrafas, sacos plásticos e outros objetos.
O professor afirma que o problema do lixão se agravou ainda mais nos últimos anos após a denúncia. ''Foi feita uma análise da água pelo IAP e o que se concluiu é que o índice de coliformes fecais é absurdo, acima de qualquer tolerância.''
Para Diglio, ''a coleta seletiva e a construção do aterro sanitário é o resultado de uma luta que começou há cinco anos e que o seu desfecho era aguardado com muita ansiedade''.
Ele explica, entretanto, que o problema não estará completamente resolvido somente com as medidas adotadas pela prefeitura. ''É preciso fazer um trabalho muito sério de recuperação da área onde ainda funciona o lixão, o que não será nada fácil'', afirma.





