Solto suspeito de matar bicheiro
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de outubro de 2000
Julio Cesar Lima De Curitiba 
O homem conhecido como Serginho, suspeito de ter assassinado o banqueiro do jogo do bicho Almir José Hladki Solareviscz, de 45 anos, no dia 20 de setembro, está solto desde a noite de sábado, após ter ficado três dias preso. Sua prisão havia sido decretada pela Central de Inquéritos, mas há indícios de que o crime tenha sido praticado por três pessoas. Almir também controlava o jogo de caça-níqueis e, ao tentar ampliar o controle do sistema, ganhou diversos inimigos.
A polícia, no entanto, acredita na hipótese de Serginho ter assassinado Almir, depois que ele foi reconhecido por três testemunhas. Apesar disso, seu advogado Antônio Pelizetti contesta a versão policial, afirmando que nenhuma das testemunhas teria condições de reconnhecer qualquer suspeito, pois o crime ocorreu à noite. Essas pessoas disseram apenas que era um homem de estatura mediana. Ninguém teve condições de reconhecer a fisionomia, afirmou.
Serginho foi detido em um bairro de Curitiba e a polícia continua atrás de outros dois possíveis matadores. Segundo o delegado Fauze Salmen, Serginho também trabalhou na delegacia de Almirante Tamandaré como informante. Nessa região, Serginho ficou conhecido como o autor de furtos de máquinas caça-níquel pertencentes a Almir, caso que acabou sendo denunciado na Delegacia de Ordem Social. Essas máquinas chegaram a ser vendidas a R$ 500 cada no mercado negro.
Com a saída de Serginho da prisão, esse é o terceiro suspeito de homicídio a ser solto em dez dias. Na última semana, dois suspeitos de terem assassinado o detento conhecido como Cristo, na delegacia de Itaperuçu, crime considerado como queima de arquivo, foram liberados após serem presos pelo delegado Armando Marques Garcia, da Delegacia de Estelionato, responsável pelas investigações do caso. Um dos presos é primo do prefeito de Itaperuçu, Gentil Paske de Faria (PSDB).


