A queima de fogos para marcar a entrada de um novo ano é para muitos o grande momento de Reveillon. Mas o momento de diversão pode se transformar em preocupação sem não forem tomados os cuidados necessários. Os acidentes mais comuns com fogos são as queimaduras na mão e rosto, inclusive com perda de dedos e até da mão, além de cegueira.
O tenente Ezequias Natal, do Corpo de Bombeiros de Londrina, orienta sobre os cuidados na hora de soltar os fogos: nunca deixar crianças manuseá-los, não direcionar os fogos para pessoas e rede elétrica e seguir as instruções de uso do produto, contidas na caixa. Ele ressalta que os acidentes acontecem geralmente por causa do abuso na hora de soltar os fogos. ''As pessoas não tomam as precauções necessárias porque acham que sabem o que estão fazendo e que com elas não vai acontecer nada'', diz.
Para o tenente, no momento de adquirir os fogos o comprador deve procurar apenas materiais de qualidade que ofereçam o mínimo de risco possível. ''Esse tipo de material é perigoso porque tem pólvora na sua composição. Por isso a preocupação principal deve ser com a qualidade, e não com o preço, para tentar correr menos riscos'', afirma.
O vendedor Jorge Fernandes Tchian, 73 anos, instalado na Avenida Maringá, trabalha com fogos de artifício há quase 50 anos. Ele conta que nos últimos seis anos a procura por fogos no final do ano tem aumentado. ''Acredito que o costume vem das praias. As pessoas sempre soltam fogos no Reveillon da praia e foram trazendo o hábito para a cidade'', diz. Ele informa ainda que no Natal deste ano também houve um pequeno aumento nas vendas, mas que este é um costume novo.
Segundo Tchian, os produtos mais vendidos são os rojões de 12 tiros e os fogos coloridos, tipo rabo de pavão, trovão de abelha e festa das cores. Os preços variam de R$ 10,00 a R$ 20,00 a caixa. O vendedor informa que costuma trabalhar até a meia-noite do dia 31. ''As pessoas sempre deixam para a última hora e no dia 31 é que as vendas são maiores'', comenta. Tchian conta que também costuma soltar fogos e, para ele, os acidentes acontecem porque as pessoas não seguem as instruções do fabricante.
Desde de setembro deste ano há uma nova legislação, a lei 13.758, que estabelece critérios especiais para a realização de shows pirotécnicos e comercialização de fogos. Os comerciantes precisam de um atestado de idoneidade para poder trabalhar, com validade anual. Para fazer os shows é necessário autorização da Polícia.

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