Solidariedade se aprende praticando
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quinta-feira, 13 de março de 2008
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Exercer o voluntariado transformou-se em atividade curricular para os alunos de 7 e 8 séries, do Colégio St. James', de Londrina. Pelo menos uma vez a cada bimestre eles passam uma tarde numa entidade assistencial da cidade. Na terça-feira, a visita foi à casa de apoio da ONG Viver, que atende crianças e adolescentes em tratamento no Hospital do Câncer.
Segundo o professor de Filosofia, Luciano Verdicchio, a intenção é estimular a solidariedade de maneira mais participativa. Mais que entregar os alimentos, roupas, calçados, materiais de limpeza e brinquedos, arrecadados na escola e condomínios da Zona Sul, os estudantes 'entram' na rotina da entidade. Eles varreram as calçadas, preparam um lanche, organizaram a despensa, divertiram as crianças e fortaleceram os laços de amizade. ''A iniciativa começou há um ano e, por isso, alguns já se conhecem'', explicou o professor, que não esconde a satisfação pelo empenho do grupo.
Connor Mcmahan e Guilherme Campinha de Osti, ambos de 13 anos, e Felipe Messas Gamba, 14 anos, incumbiram-se da coleta e organização dos mantimentos. ''Fazendo coisas pequenas a gente também contribui com a sociedade. E quando o trabalho é dividido torna-se mais fácil'', disseram os garotos. Na opinião de Lenice Lacerda, 16 anos, a vantagem dessa convivência é a valorização da própria vida. ''Toda vez que estou no hospital vejo casos mais graves que o meu e agradeço a Deus porque foi bom comigo. A gente não devia reclamar tanto. A melhor maneira de enfrentar os problemas é lutar e manter o bom humor'', aconselha a estudante de Guaravera, que, há nove meses, combate a leucemia.
Para Dorian Guerra, membro-fundadora e atual diretora da ONG, a proposta da escola é positiva porque desperta a sensibilidade e o comprometimento dos adolescentes com questões sociais. ''Queríamos que eles colocassem na prática a teoria que aprendem na sala de aula e os pais deram total apoio. Não pretendemos ensinar o assistencialismo e sim a solidariedade ao próximo'', completou Verdicchio.


