Solidariedade que transforma vidas
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sábado, 19 de dezembro de 2009
Carolina Avansini<BR>Reportagem Local 
Geovana, 3, Samuel, 4, e Julia Vitória, 5, têm necessidades especiais e, com mais 109 amigos, estudam em uma escola bonita, com amplos espaços, onde são estimulados a desenvolverem-se, recebem tratamento multidisciplinar e preparam-se para serem incluídos nas escolas regulares e na sociedade. Os três são alunos da Escola de Educação Especial Flávia Cristina, a única instituição especializada no atendimento de crianças e adolescentes com deficiências físicas e mentais da Zona Norte de Londrina.
Ontem, eles viveram um dia especial. Graças à iniciativa do Comitê de Solidariedade dos Funcionários da Sercomtel, receberam brinquedos. Os recursos para comprar os presentes foram doados pelos trabalhadores da empresa de telefonia, que sempre se mobilizam em nome da solidariedade. Somente no Natal, eles conseguiram arrecadar o suficiente para presentar em torno de 800 crianças de nove instituições.
A escola, de caráter filantrópico, também foi construída com a valiosa ajuda do Comitê que, junto com a empresa de telefonia, edificou a sede própria no terreno localizado no Jardim José Jordano. Atualmente, a instituição funciona em um amplo imóvel com áreas para salas de aulas, atendimento clínico com psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, sala de expressão corporal e uma piscina para hidroterapia.
''Nós tínhamos o terreno e o projeto, mas não havia dinheiro para a obra'', conta a diretora da escola, Gelta Cristiane de Alencar Souza. Graças à iniciativa do comitê, a escola saiu da casa alugada para a nova sede, o que permitiu agregar serviços e aumentar o número de crianças atendidas de 60 alunos para 112 matriculados na escola e mais 62 pacientes que recebem atendimento clínico. ''Atendemos desde bebês até jovens com 21 anos, que participam da educação profissionalizante'', diz.
Geovana, a filha de 3 anos de Delmira de Luca Lucio, tem hidrocefalia por mielomeningoceli e, desde bebê, frequenta a escola Flávia Cristina. Moradora da Zona Norte, Delmira teve a vida facilitada com a instalação da entidade perto de casa. ''O novo prédio melhorou o atendimento em todos os sentidos. Geovana agora faz hidroterapia e tem evoluído bastante.''
Renata Xavier de Oliveira é mãe de Samuel e também comemora todos os dias as pequenas conquistas do filho em parceria com os profissionais da escola. O garoto tem paralisia cerebral e recebe atendimento clínico multidisciplinar, além de frequentar a educação infantil. ''Meu desejo é que ele evolua cada vez mais'', espera.
a expressão de alegria no rosto de Julia Vitória, 5 anos, também sinaliza os benefícios da instituição no tratamento da hidrocefalia. ''Ela faz fono, tem atendimento com psicólogo e melhorou 100% desde que começou a frequentar a Flávia Cristina'', conta a mãe, Cleide Aparecida de Souza Ribeiro.
Para Sylvia Azevedo Donadio, presidente do comitê de solidariedade, as histórias de sucesso das crianças e suas mães deixam a sensação de dever cumprido. ''Os funcionários da Sercomtel são extremamente solidários e estão sempre dispostos a colaborar. O trabalho do comitê incentiva a doação, porque eles confiam no destino que vamos dar aos valores arrecadados.''


