A solidariedade foi o caminho encontrado pelo casal de norte-americanos Carolen e Jim Sadler para superar uma tragédia familiar. Após perderem o filho de 16 anos em um acidente, eles resolveram dedicar-se a mostrar a outros jovens algumas partes do mundo onde vivem pessoas menos favorecidas e que precisam de atenção e carinho.
Envolvidos nessa missão, os Sadler permanecem em Londrina até amanhã. Acompanhados de seis adolescentes entre 15 e 18 anos, todos frequentadores da Igreja Presbiteriana de Solana, na Califórnia, eles realizam atividades no Centro de Educação Infantil (CEI) Reverendo Jonas Dias Martins, no Jardim Bancários (Zona Oeste). A atividade tem apoio da Escola Educativa.
No CEI, vão ajudar na finalização de uma reforma, financiada com parte de recursos doados por eles. Os adolescentes farão a pintura do pátio, da quadra e dos muros. Além desse trabalho, promovem, desde ontem, atividades como jogos, música, teatro, pintura e contação de histórias bíblicas. Eles também doaram um equipamento multimidia para a instituição.
O casal de norte-americanos já levou jovens missionários para países como Venezuela, Caracas, Quênia, Camboja e México. '''É uma forma de amenizar o sofrimento pela morte de nosso filho'', disse Carolen, que utiliza doações de pessoas da comunidade para financiar as viagens. ''Sentimos que ele (o filho) está orgulhoso'', completou Jim.
Participar da missão na creche brasileira é motivo de satisfação para o estudante Rand Hardy, 18. ''Sinto-me muito bem ao interagir com as crianças'', afirmou o rapaz, que faz trabalhos voluntários com meninos e meninas também nos Estados Unidos.
Para a diretora do CEI, Marlyse Marinho Teixeira, as doações vieram em boa hora. A Associação Feminina Evangélica, da qual faz parte, assumiu a escola no ano passado e, desde então, realizou várias reformas para melhorar as condições precárias em que a instituição se encontrava. ''Toda ajuda é bem-vinda'', disse.
Antes de voltar para os EUA, os jovens missionários visitarão São Paulo e o Rio de Janeiro, onde os adolescentes, que moram na Califórnia e praticam surf, pretendem enfrentar as ondas.

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