Mais uma vez os londrinenses se unem em torno da esperança de salvar uma vida. Amigos da estudante Nathalia de Oliveira Westphalen, 21 anos, lançaram na semana passada a campanha ''Unidos pela Nath'', que visa registrar mais nomes para o cadastro de doadores de médula óssea e, assim, aumentar as chances de conseguir um doador para a garota.
Uma das organizadoras da ação é a estudante Daniella Rodrigues Rota de Oliveira. Ela contou que Nathalia foi diagnosticada com leucemia há menos de dois anos, depois de uma ida ao hospital por suspeita de dengue. Segundo Daniela, como a leucemia foi descoberta no início, ela fez cinco sessões de quimioterapia e conseguiu estabilizar a doença, que voltou menos de um ano depois do primeiro tratamento. ''Agora, a única solução é o transplante'', diz.
Os parentes próximos de Nathalia não são compatíveis para a doação da medula. ''Começamos a campanha para incentivar as pessoas a se cadastrarem e, assim, quem sabe conseguir um doador'', espera Daniella. A chance de existir compatibilidade entre duas pessoas é de uma para 100 mil. ''O banco de dados é internacional, e as pessoas podem se cadastrar em qualquer lugar do mundo. Dessa forma, os doadores também têm chance de ajudar outros portadores de doenças hematológicas'', acredita.
A coleta de sangue para cadastro de doação da medula será realizada por funcionários do Hemocentro Regional de Londrina tanto na sede do serviço como em ações externas. A próxima data de cadastro externo será no dia 15 de julho (quarta-feira), na Catedral de Londrina (Área Central), das 8h30 às 17h30.
Para a coleta de sangue é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. Não há restrição de peso e não são excluídos os doadores com antecedentes de doenças infecciosas. O interessado deve procurar o serviço portando documento de identidade.
Caso seja identificada a compatibilidade, o doador é convocado para um exame mais detalhado. O procedimento para remoção da medula pode ocorrer de duas formas: por punção direta da medula óssea ou por filtração de células-mãe que passam pelas veias.
A punção direta é feita com agulha, na região da nádega. Para que o doador não sinta dor, é realizada uma anestesia. A pessoa fica um dia em observação e e pode retornar às atividades normais no dia seguinte. O único risco, de acordo com material informativo do Hemocentro, é o de submeter-se a uma anestesia. O portador da doença hematológica, por sua vez, recebe a nova medula por meio de transfusão.

Serviço: O cadastro para doação de medula óssea pode ser feito de segunda-feira a sábado, das 8h30 às 17h30, no Hemocentro Regional de Londrina (Rua Cláudio Donizete Cavalieri, 156 - ao lado do HU). Telefones: (43) 3371-2218 e 3371-2356. No dia 15 de julho, funcionários do serviço estarão cadastrando novos possíveis doadores na Catedral de Londrina, das 8h30 às 17h30. É preciso apresentar documento de identidade para realizar a coleta dos 10 ml de sangue necessários para o cadastro.

mockup