Solidariedade na recepção dos calouros
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
Os calouros dos cursos da área de Saúde da Universidade Estadual de Londrina (UEL) tiveram ontem o primeiro dia de integração com seus veteranos. Não faltou animação, além do já conhecido trote. Para este ano, sob o tema ''O Ingressante Solidário'', os 320 novos alunos de Medicina, Farmácia, Odontologia, Fisioterapia e Enfermagem doaram produtos de limpeza para a Casa de Apoio do Hospital Universitário. A instituição atende pacientes e familiares de outros municípios que buscam tratamento no HU.
Na manhã de ontem, os calouros assistiram a uma palestra sobre atitude positiva. Usando uma touca e uma máscara, a caloura de Odontologia Francine Endo Ywai se mostrou empolgada com o primeiro dia no campus. ''Trote não é para humilhar e sim para fazer a interação, fazer novas amizades. Com eventos assim a gente se sente melhor para começar o curso'', comentou.
Outros dois calouros, Amanda Yshioka e Ian Cadorso, de Farmácia, reconhecem no trote solidário a chance de mostrar que estão mais responsáveis. ''O trote solidário é a oportunidade de mostrar maturidade e seriedade, além da possibilidade de ajudar os outros'', afirmou o rapaz. ''É um dia que vai ficar na lembrança, fora o fato da doação, porque trotes violentos não estão com nada e precisam acabar'', completou Amanda.
Diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), a professora Aparecida de Lourdes Perin explicou que o trote solidário ocorre há pelo menos cinco anos. Ela lembrou que, futuramente, os calouros farão estágio atendendo pacientes que utilizam a Casa de Apoio. ''São alunos que vão atender os pacientes e queremos que eles entendam a importância de ajudar hoje e de futuramente respeitar os pacientes'', revelou.
Minoria
Semana passada, duas universidades do Paraná enfrentaram trotes violentos, em Ponta Grossa e Curitiba. Na UEL, alunos que presenciarem atos de violência poderão denunciar.
Prontos para recepcionar seus futuros companheiros de profissão, alguns veteranos se mostram conscientes. ''Ser veterano é a chance de mostrar que estamos prontos para ajudá-los (os calouros) quando precisarem. É claro que têm brincadeiras, mas tudo deve ser feito apenas para diversão'', opinou Julio César Sacomori, do 2º ano de Medicina.
Para ele, os veteranos que insistem em mostrar ''superioridade'' por meio de trotes violentos são minoria. E o futuro médico adiantou que os trotes continuam amanhã, quando os calouros buscarão novos doadores de sangue.
Outro veterano, desta vez do curso de Fisioterapia, Lucas Rafel Heleno ajudou na preparação do trote e disse acreditar que a forma proposta pelo CCS é uma das melhores. ''Muita gente que está entrando não conhece nem mesmo a cidade, então é importante que nós, veteranos, estejamos prontos a ajudar.''
Serviço:
Denúncias de trotres violentos podem ser feitas pelos fones 3371-4483 ou 3371-4363.


