Solidariedade faz a Páscoa das Nações
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sexta-feira, 25 de março de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Barracas típicas de diversos países, escalada, passeio de pônei, labirinto, apresentações artísticas. Este variado cardápio de atrações faz parte da 8 edição da Páscoa das Nações, evento beneficente organizado pela Comunidade Nova Aliança de Londrina. A festa, que teve início ontem, tem continuidade hoje a partir das 17 horas na sede na Rua Cuiabá, próximo à Avenida Leste-Oeste, na Área Central.
O objetivo da comercialização de alimentos típicos de nações como Arábia Saudita, Bélgica, Camarões, Itália, México, Nova Zelândia, e, claro, Brasil, é arrecadar recursos para a construção de um centro de educação infantil no Jardim Franciscato (Zona Sul). O pedreiro Ronaldo de Paiva, 35 anos, é integrante da comunidade e morador do bairro. ''A participação na Nova Aliança fez melhorar todas as áreas da minha vida e até o convívio familiar'', ressaltou Paiva, que atua na construção do centro infantil.
Vestida com trajes árabes, a voluntária Rúbia Ribeiro da Silva Rosa, 30, trabalha na barraca do Oriente Médio. Ela também foi responsável pela pintura de um painel e colaborou na montagem dos jardins do espaço no evento. ''Fico feliz de ter contribuído para deixar a festa mais bonita para que as pessoas se sintam bem aqui. Na comunidade encontrei pessoas que levam muito a sério as coisas de Deus'', destacou.
A programação de hoje inclui teatro infantil, às 19 horas, e a cantata Deus Conosco, sobre a vida de Jesus Cristo (20 e 22 horas), entre outras atrações. Uma das mais concorridas é a brincadeira ''Derrube o seu Camarão'', montada pela barraca do país africano, na qual um voluntário cai na água quando o alvo é acertado. Apresentações de skatistas e bikers, numa rampa montada especialmente para isso, também fazem parte do programa.
O centro de educação infantil está sendo construído faz um ano em terreno cedido pela prefeitura de Londrina. A expectativa da comissão organizadora do evento é arrecadar de R$ 15 mil a R$ 20 mil para investir na obra. A pastora Mônica Neves de Souza, uma das responsáveis pela comunidade, estima que são necessários aproximadamente mais R$ 200 mil para terminar a construção.
Além dos cultos semanais e da construção do centro, a comunidade, que tem cerca de 2.500 membros na cidade, mantém atividades como distribuição de sopa para cerca de 800 pessoas e de pão caseiro e multimistura, cursos de apoio escolar, grupos musicais e de dança, atividades de lazer e programas de prevenção médica e odontológica.


