Solidariedade corporativa
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sábado, 17 de dezembro de 2011
Marcos Roman<br>Reportagem Local 
Muitas pessoas ainda estão em dúvida quanto aos presentes a serem trocados com familiares e amigos e em relação ao cardápio a ser servido na ceia natalina. Enquanto isso, outras ainda não sabem sequer se vão ganhar algo neste Natal, mas já têm certeza que passarão o período de festas longe de suas famílias. Esse é o caso, por exemplo, de quem mora em abrigos e orfanatos.
Entretanto, através da solidariedade e da união de forças é possível amenizar o sofrimento de quem enfrenta esse tipo de situação. Foi pensando dessa forma que funcionários da Construtora Plaenge resolveram adotar os pedidos de presentes de Natal das crianças abrigadas pela Casa de Maria. A entidade oferece abrigo a meninos e meninas em casos de violência e abandono.
Bicicletas, bonecas, carrinhos, bolas, skates, roupas e calçados fizeram parte da lista de presentes feita pelas crianças. ''Além dos presentes cada um doou R$ 30 para a compra de produtos para as ceias de Natal e de Ano Novo da instituição'', explicou a gerente da construtura, Célia Catucci.
Os produtos foram entregues ontem pela manhã, juntamente com um cheque simbólico de R$ 1.020 para compra de alimentos. ''Essa iniciativa foi uma benção. A gente tem que se dividir entre dar atendimento para os abrigados e correr atrás de promoções para arrecadar dinheiro para manter a casa. Não ter essa preocupação no fim de ano é muito bom'', destacou a presidente da Casa de Maria, Regina Célia Siqueira Almeida. Ela explicou que os presentes serão entregues às crianças na noite de Natal. ''As poucas crianças que passarão a data com os pais levarão alimentos para ceiar junto com as famílias.''
Durante a visita, as crianças fizeram questão de reforçar os pedidos que fizeram ao Papai Noel. ''Eu quero ganhar uma bicicleta e um carrinho'', afirmou um menino de 5 anos. ''Pedi uma bola de vôlei ou uma de basquete, mas meu sonho mesmo é ter minha família de volta. Minha mãe morreu quando eu tinha 4 anos e vim morar aqui porque não tinha com quem ficar enquanto meu pai trabalha'', revelou uma menina de 11 anos.


