Solidariedade contra o câncer
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Carlópolis - Quando perdeu a filha Amanda, então com 19 anos, vítima de um câncer na mandíbula, a professora aposentada Nelly Regina Paschoal Chagas tinha se tornado conhecedora do drama das famílias que enfrentam o longo e doloroso tratamento contra a doença. Hoje, cinco anos após a tragédia, ela aposta na solidariedade para superar a dor da perda.
Moradora de Carlópolis (Norte Pioneiro), Nelly está organizando, com um grupo de moradoras da Zona Rural do município, o Movimento Amanda - Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer e Leucemia. A ideia surgiu no Curso da Mulher Atual, ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no município. ''Tínhamos que apresentar um trabalho social. Falei sobre minha vontade de ajudar pacientes com câncer e todas aprovaram. O nome foi sugerido pelo grupo, pois as pessoas gostavam muito da Amanda'', contou Nelly.
O objetivo do movimento é estimular a doação de sangue e inscrição no cadastro para doadores de médula óssea. ''Também queremos fazer visitas aos pacientes do município'', disse ela, que contou com a solidariedade dos amigos e familiares, quando a filha estava doente, para conseguir doações suficientes para o tratamento.
O fato de morarem na Zona Rural de um município sem Hemocentro não é motivo para que a população deixe de doar sangue. No dia 15 de junho, a secretaria municipal de Saúde cedeu transporte para 23 pessoas doarem sangue em Cornélio Procópio (Norte). ''Também houve 14 inscrições no cadastro para doadores de medula óssea'', relatou.
A próxima doação coletiva será em Londrina, onde há coleta aos sábados. ''No final do ano, queremos fazer uma doação no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba.'' A instituição, além de ter atendido Amanda, recebe os dois filhos de uma integrante da associação e prestou atendimento à filha de outra mãe do grupo, que felizmente se curou.
Nelly, que também é mãe de Tatiana, 29, e Bruno, 26, já participou voluntariamente de um grupo de apoio em Ribeirão Claro e contou que fazer as visitas é muito difícil. ''É preciso ter coragem, porque a gente revive o drama pelo qual passamos'', analisou. Por outro lado, o exercício da solidariedade parece aproximá-la da filha falecida. ''Estou lutando por uma coisa que ela gostaria de ter feito.''
Serviço - Mais informações sobre o movimento amanda pelo fones (43) 9135-8804 e 9908-1554


