Solidariedade alivia a dor e o sofrimento
Da Redação
Maria de Lurdes, 61 anos, e José Maria Clemente, 73 anos, têm paciência e habilidade para restaurar brinquedos usados, que depois são distribuídos para crianças carentes, principalmente moradoras de favelas de Londrina. Há anos o casal se dedica à atividade e só em 1999, conforme Maria e José calculam, ambos consertaram 3.206 brinquedos. Nós queremos dar à criança o direito de sonhar e a esperança de um futuro melhor, afirmam.
O supervisor de vendas Mauro da Silva Pereira, 53 anos, também tem encontrado tempo e disposição, nos últimos cinco anos, para se dedicar a uma missão que ele repete no Natal e no Dia das Crianças. No primeiro ele se transforma em um Papai Noel. Vestido com a tradicional roupa vermelha e com o rosto escondido pelo algodão que imita a barba e o bigode, Papai Pereira vai a um supermercado e lá permanece para alegrar os pequenos e receber deles um abraço. No Dia das Crianças o supervisor se transforma em um divertido palhaço.
Como Maria, José e Mário, inúmeras outras pessoas integram a rede da solidariedade, sejam elas ricas, pobres ou remediadas. O objetivo é um só: amenizar o sofrimento de quem tem pouco ou nada. A aposentada Elvira Duarte de Moraes, por exemplo, sobrevive com a aposentadoria de R$ 218,00 do marido e do pouco que consegue com a venda de artesanato. Mas é voluntária da Pastoral da Criança e com a multimistura salva crianças da subnutrição.
A líder comunitária de um assentamento de sem-teto, Olivina Leonel, construiu no quintal do terreno que ocupa um barracão, onde funciona uma espécie de pronto-atendimento de saúde. O jardineiro Valcuruci Jorge dos Santos cumpre o expediente na Câmara de Vereadores de Londrina e depois recolhe material reciclável, que vendido proporciona renda para a compra de roupas para as crianças carentes do bairro onde mora.
É a rede da solidariedade, que embora invisível ganha proporção e merece ser tema do caderno Folha Reportagem deste domingo, 26 de dezembro.





