SOLIDARIEDADE - Visitas de esperança
Há 10 anos, a funcionária pública Ruth Anita Tesche, 53 anos, realiza um trabalho assistencial junto aos presos da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) e do minipresídio da 9ªSubdivisão de Polícia Civil. Para ela, o detento só tem duas escolhas: se integrar novamente à sociedade ou se tornar um doutor no crime. Todos os sábados, mãe Ruth como é conhecida entre os presos vai até o minipresídio levar alimentos, roupas e materiais para trabalhos artesanais. Levo diversas coisas para eles, mas o principal é uma palavra de carinho. Esse afeto é do que mais sentem falta, destaca. Com os materiais levados por Ruth, os presos trabalham com artesanato, confeccionando objetos como bonés, barcos e quadros. Dessa forma, eles passam o tempo e ganham dinheiro com a venda dos produtos. Ela também ajuda os detentos em questões judiciais e dá assistência às famílias. Ruth já ajudou dezenas de ex-detentos a arrumar emprego e por diversas vezes hospedou vários deles em sua casa até conseguirem trabalho. Na opinião dela, todos podem se reabilitar, só precisam de uma chance.
Presídio especial para onde os condenados à detenção e reclusão são encaminhados.
São todos os trabalho manuais em que mais de 80% da peça foram fruto da transformação da matéria-prima pelo próprio artesão. Além disso, esse produto normalmente reflete a relação desse profissional com o meio onde vive e sua cultura. Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.C.) quando aprendeu a polir a pedra, fabricar a cerâmica como utensílio para armazenar e cozinhar alimentos.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





