A fra­se que es­tam­pa o car­taz afi­xa­do no pai­nel do gran­de sa­lão re­su­me a fi­lo­so­fia rei­nan­te – ‘‘As ­mãos que to­cam ins­tru­men­tos não se­gu­ram ­armas’’. Des­de sua cria­ção, em 2003, a As­so­cia­ção So­li­da­rie­da­de Sem­pre (ASS), de Lon­dri­na, tra­ba­lha pa­ra que jo­vens de co­mu­ni­da­des ca­ren­tes te­nham a chan­ce de co­nhe­cer o ca­mi­nho opos­to ao da vio­lên­cia. Um ca­mi­nho que, atual­men­te, tem si­do tri­lha­do prin­ci­pal­men­te por ­meio da mú­si­ca.
A ­ideia cen­tral do pro­je­to é trans­for­mar os jo­vens em mul­ti­pli­ca­do­res de uma no­va for­ma de vi­ver, ba­sea­da em va­lo­res co­mo so­li­da­rie­da­de, éti­ca e cren­ça no va­lor de ca­da um. No con­tra­tur­no es­co­lar, ­além de se fa­mi­lia­ri­za­rem com os acor­des mu­si­cais, jo­vens de di­ver­sas re­giões da ci­da­de fa­zem ofi­ci­nas de in­ter­pre­ta­ção de tex­to, de cál­cu­lo men­tal, xa­drez, in­for­má­ti­ca, in­glês, éti­ca e di­nâ­mi­ca de gru­po.
Os ta­len­tos des­co­ber­tos tor­na­ram pos­sí­vel a for­ma­ção de uma or­ques­tra de câ­ma­ra, no fi­nal do ano pas­sa­do, com par­ti­ci­pa­ção de 19 ado­les­cen­tes. São alu­nos que, em sua maio­ria, pas­sa­ram por vá­rios ins­tru­men­tos até en­con­trar aque­le que ­mais se iden­ti­fi­cam. ‘‘A mú­si­ca exi­ge mui­ta dis­ci­pli­na, en­si­na a re­sol­ver con­fli­tos, a tra­ba­lhar em equi­pe, en­fim, de­sen­vol­ve tam­bém ha­bi­li­da­des so­ciais. Ela é ca­paz de pro­mo­ver uma trans­for­ma­ção sem ­palavras’’, de­fi­ne o coor­de­na­dor mu­si­cal da as­so­cia­ção, ­João Mi­guel ­Aiub.

● Habilidade de retirar informações implícitas e explícitas de um texto escrito ou de uma imagem


● Grupo instrumental composto por poucos músicos, que normalmente se apresentam em ambientes mais restritos e para público reduzido

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