SOLIDARIEDADE - Conscientização desde pequeno
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quinta-feira, 01 de junho de 2017
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

A doação de sangue é autorizada às pessoas que têm entre 16 e 67 anos e que pesam 50 quilos ou mais. Mesmo sendo algo restrito aos adultos, as crianças podem aprender sobre a necessidade deste ato de amor, garantindo assim o gesto às próximas gerações. No Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Durvalina Pereira de Oliveira de Assis, no jardim Marabá, zona leste de Londrina, um projeto abordou a temática. A atividade faz parte da programação da 3ª Quinzena Municipal de Conscientização à Doação de Sangue.
Trabalhando sobre as doenças em animais com os alunos do P4, que são de quatro e cinco anos, a professora Beatriz Tomazi e outros educadores da escola viram o
dos pequenos em saber mais sobre o corpo humano. A partir disto, foram realizadas diversas atividades direcionadas à saúde, com a última semana do mês de maio reservada para falar sobre a doação de sangue, quando foram tratados os benefícios e a importância desta atitude.
Vários trabalhos foram feitos com 47 crianças de duas turmas. Em um deles, os alunos puderam desenhar o próprio corpo e colocar com uma seringa tinta nos locais que imaginavam que tivesse sangue. "Alguns puseram somente no coração, outros no corpo todo e teve aqueles que pintaram só algumas partes do corpo. Cada um teve uma ideia, mas todos conseguiram entender a importância do sangue para nós", explicou a professora.
Segundo Tomazi, a receptividade dos estudantes para o tema foi positiva, inclusive com casos de pais que foram doar sangue após o incentivo dos filhos. "Tudo o que é trabalhado na sala de aula e é significativo para eles, os alunos repassam em casa. Muitos chegaram depois das atividades contando que tinham conversado e que os pais foram doar. É muito legal, porque tem esse retorno entre escola e família", ressalta ela, que é doadora há três anos.
Folheando entre um trabalho e outro, os alunos do P4 se entusiasmam quando mostram os últimos, que são relacionados à doação de sangue. "Aprendi que precisa tirar um pouco de sangue para colocar na 'geladeira do médico', para quando tem alguém doente ele dar", conta Maria Eduarda Costa. Na inocência das crianças, a essência do ajudar foi compreendida. "Quando fazemos isso salvamos vidas", completa Maria Heloísa Leite.
Para Maíra de Gouveia Vieira, diretora do CMEI, projetos como este são necessários para incentivar a cultura da solidariedade. "O que buscamos foi através de uma forma lúdica encaixar o assunto doação de sangue com eles. É importante trabalhar isso, pois eles vão reproduzir com os pais e amigos. Além disso, desde pequenos já aprendem a ajudar o próximo", acredita.


