Curitiba - Sete soldados do Exército ficaram feridos em um acidente ocorrido na BR-474, na altura do Trevo do Atuba, na manhã de ontem. Eles estavam na carroceria do caminhão do 20º Batalhão de Infantaria Blindado que, diante de uma freada brusca, foi jogado pelo motorista no canteiro que separa as pistas, para não colidir no veículo da frente. Segundo informações do Núcleo de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma das rodas dianteiras do caminhão caiu em um buraco e os soldados sofreram fortes impactos dentro da carroceria.
Os soldados, que foram incorporados este ano e têm 18 anos, voltavam de um exercício operacional na Serra da Graciosa. Segundo o comandante Santos Franco, da Companhia de Comunicação Blindada, o caso mais grave foi de um jovem que teve uma fratura na pelvis. Ele foi levado por um helicóptero da PRF para o Hospital Angelina Caron. Outros três, com suspeitas de fratura na clavícula, na tíbia e pelvis, foram levados ao hospitais Cajuru e Evangélico para exames complementares. Os demais tiveram leves escoriações e foram liberados ontem mesmo.
''O acidente chamou muita a atenção de quem passava na rodovia pelo número de vítimas e por serem soldados do Exército. Mas a estrutura de resgate no local foi muito eficaz, com cinco ambulâncias e helicóptero, e os soldados não correm risco de morte'', disse o comandante.
Foi realizada uma perícia pela Polícia do Exército e instaurados inquéritos para apurar o acidente e a situação da viatura. O resultado deve ser divulgado em 30 dias. ''Em termos de transporte de pessoas o caminhão é inseguro e é isto que deve ser analisado agora. Para trafegar numa rodovia nessas condições, deveria ser acompanhado de um batedor, ao menos'', disse o inspetor Maurício Hugolino Trevisan, do Núcleo de Comunicação Social da PRF.
Os soldados estavam sentados em bancos, sem cinto de segurança na carroceria do caminhão (um mercedes benz 5 toneladas) que é coberto com lona e um veículo tradicional das Forças Armadas. ''A viatura é projetada para transporte operacional do Exército e, portanto, o transporte correto para esse tipo de deslocamento'', defende Santos Franco.

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