A Associação de Defesa dos Policiai Militares Ativos, Inativos e Pensionaistas (AMAI) do Paraná denuncia que policiais militares do curso de formação de soldado da PMPR estariam sendo obrigados a comprar kits com uniformes e acessórios que deveriam ser entregues gratuitamente pela corporação.

Segundo o advogado Marinson Luiz Albuquerque, da AMAI, as denúncias são referentes a pelo menos três batalhões de Curitiba: o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), 13° BPM e 20° BPM. Ao ingressarem no curso de formação de soldados, segundo o advogado, os policiais são obrigados a adquirir elementos do uniforme que seriam obrigação da corporação fornecer.

"São kits que contém uniforme, cinto, brasão e apito. Coisas necessárias para o trabalho dos policiais e que deveriam ser entregues de graça", afirma. O custo, segundo o advogado, é alto. O kit completo com todos os itens necessários teria custo de cerca de R$ 600 reais, quase metade do valor da bolsa auxílio paga aos alunos soldados, que é de R$ 1.400.

Há indícios, segundo o advogado, que alguns oficiais direcionariam para a compra dos equipamentos de um mesmo fornecedor, mas isso não está comprovado. A Polícia Militar foi procurada nesta quarta-feira (5) para comentar o assunto e a reportagem aguarda um retorno.

Abusos – a AMAI também denuncia casos de abusos cometidos dentro dos quartéis contra alunos que ingressam no curso de formação de soldados. Alguns deles, segundo Albuquerque, dizem ter sofrido excessos durante treinamentos realizados nos quartéis. "Desde o início do curso, em maio de 2012, são constantes os casos de pessoas que aparecem feridas".

Os casos de abusos, segundo a AMAI, ocorrem em quarteis de Curitiba e de Cascavel, no Oeste do Paraná. Na segunda-feira (3), o comandante da Polícia Militar, Coronel Roberson Luiz Bondaruk, informou, durante a adesão da PM à campanha "Conte até 10", do Ministério Público do Paraná, que o responsável pelo treinamento do 13° BPM foi substituído.

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