De acordo com a advogada londrinense Nohad Abdallah, o soldado Marco Antônio Marton é um exemplo da perseguição que a Polícia Militar faz contra quem ousa discordar. Segundo Nohad, Marton está sendo respondendo a três inquéritos policiais militares (IPMs) um deles, por ter dado uma entrevista à Folha, em julho e a um Conselho Disciplinar. ''Marton vem tendo problemas desde antes das manifestações. Só que eles usaram os protestos como a forma ideal para expulsá-lo. Ele está sendo usado como boi de piranha'', afirmou.
Segundo a mulher do soldado, Márcia Elias Marton, os problemas do marido começaram no ano passado, quando uma policial quis ser transferida de Guarapuava para cá. ''Como ele nunca deixou quieto qualquer injustiça, indicaram sua transferência para lá, em troca da policial. Ele não aceitou e foi à Justiça, conseguindo uma liminar para permanecer em Londrina'', contou. Segundo ela, a liminar agora foi cassada e ele vai ser transferido.
Mas, de acordo com Márcia, por causa do Conselho Disciplinar, proibiram o marido de usar farda. Ele fica no batalhão sem fazer nada o dia inteiro e cortaram seu salário pela metade. Ele está recebendo R$ 310,00 por mês. (T.E.)

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