Soldado de Cambé será julgado por agressão
Soldado de Cambé será
julgado por agressão
Lúcio Horta
O Inquérito Policial Militar (IPM) que apurava denúncia de agressão por parte do soldado José Roberto Rigoni, de Cambé, foi encaminhado semana passada para Auditoria Militar, em Curitiba, onde será julgado. Rigoni foi acusado de ter espancado, em janeiro, o pedreiro Edvaldo Mesquita, 23 anos, de Londrina.
O motivo da briga teria sido a venda de uma motocicleta - que era do policial - a Edvaldo: com receio de não receber o dinheiro da transação, Rigoni teria não só agredido o pedreiro como também utilizado a estrutura da PM para resolver um problema particular. Se condenado, o soldado poderá pegar pena de dois a oito anos de prisão. Segundo o tenente Lênio Edison Westley Júnior, do 5º Batalhão da PM, a conclusão do encarregado pelo IPMr foi de que há indícios de que o crime foi praticado. Mas a decisão final cabe à auditoria.
O IPM também concluiu que Rigoni realmente incorreu em transgressão disciplinar, utilizando a estrutura da polícia para resolver um problema particular. Por isso, ele acabou sofrendo também sanção da PM, ficando oito dias recluso dentro do batalhão. Já os outros policiais que teriam participado do espancamento, segundo acusação de Edvaldo, acabaram inocentados durante a investigação.





