Solda exige destreza e cuidados com segurança
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O uso de equipamentos de segurança ao lidar com equipamentos como solda e maçarico é a principal garantia à integridade física do trabalhador. No entanto, nem todos os profissionais do ramo utilizam toda a indumentária recomendada. Mas são os itens como máscara e luvas que reduzem os riscos de acidentes e danos mais graves.
E mesmo com equipamentos de segurança, algumas vezes os incidentes ocorrem. Este foi o caso do empresário Ilson Barros de Oliveira, proprietário de uma firma de chassis localizada na Avenida Dez de Dezembro, que sofreu um acidente recentemente. Um problema com o maçarico que ele usava para cortar chapas resultou em queimaduras de primeiro grau no rosto e nos braços. Os olhos dele, protegidos por óculos, saíram ilesos.
Atendido no pronto-socorro do HU, Oliveira não precisou nem mesmo ficar internado. ''É o primeiro acidente que sofro. Foi uma fatalidade mesmo'', comenta o profissional, que tem 30 anos de experiência no ramo.
De acordo com o médico do Siate, Mauro Roberto Basso, o uso de equipamentos de segurança é imprescindível. Mas quando os acidentes ocorrem, também há alguns cuidados que podem ser tomados. No caso de queimadura nos olhos, é recomendável mantê-los fechados para evitar o agravamento das lesões. Qualquer queimadura deve ser lavada de forma abundante com água fria.
Basso explicou que a vítima também deve retirar a roupa para evitar contato com o ferimento, desde que o tecido não esteja colado à queimadura. ''E não se deve usar produtos como pasta de dente e margarina para evitar infecções'', ensina Basso.
Nas empresas do ramo, os profissionais usam os equipamentos de segurança - luva, mangote, avental e máscara - regularmente. Outro cuidado é verificar a qualidade das ferramentas, como, por exemplo, se as mangueiras não estão ressecadas.
''Os acidentes não ocorrem com muita frequencia. Mas uma das principais causas é o excesso de confiança dos trabalhadores'', opina o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina, Sebastião Raimundo da Silva. Ele acrescenta que as empresas de grande porte são rotineiramente visitadas por fiscais do Ministério do Trabalho e da própria Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).
Com 25 anos de experiência no ramo de fabricação de grades e portões, o serralheiro Lorivaldo Rufino da Silva explica que a atividade exige o uso de equipamentos de segurança, mas que certas peças atrapalham no desempenho da função.
''Como é um trabalho praticamente artístico, tem peças que a luva grossa atrapalha. É diferente de um campo de obras'', compara. Silva admite que é comum ver profissionais autônomos trabalhar sem a devida proteção.
O risco, segundo o serralheiro, é inerente à profissão. Por isso, um treinamento para os aprendizes seria o ideal para formar profissionais preparados para minimizar os riscos. ''Nunca tive um instrutor. Aprendi vendo os outros fazer'', concluiu o serralheiro, que em 25 anos teve apenas cinco incidentes no exercício da profissão.


