Milton DóriaBalançoApesar do movimento intenso do final de semana, alguns expositores e vendedores de alimentos se frustraram com os resultadosA Sociedade Rural divulga hoje, às 14h30, o balanço geral da 38ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, encerrada ontem. O movimento no Parque Ney Braga foi grande no último dia de feira. Incentivadas pelo bom tempo e por atrações como a Esquadrilha da Fumaça, milhares de pessoas passaram pelo local, contribuindo para recuperar os ânimos dos expositores, perdido durante a semana chuvosa.
‘‘Só nos últimos dois dias eu consegui sair do prejuízo’’, disse Lídia Gulman, que participou pela segunda vez da Exposição com um estande de peças de tricô. De acordo com ela, as vendas foram 50% menores do que no ano passado. ‘‘Esperava vender R$ 20 mil, mas não consegui atingir R$ 10 mil’’, contabilizou a comerciante, que tem loja no centro da cidade. ‘‘Na semana passada, vendi três vezes mais lá do que aqui na feira.’’
Para Lídia Gulman, os números da feira foram decepcionantes e não foi bom o tratamento dado aos expositores pela organização do evento. Ela afirma que não vai participar no ano que vem. ‘‘A Sociedade Rural trata a gente como qualquer um. Nosso estacionamento é lá perto de Cambé, tivemos que subir a pé carregando mercadorias. E os preços do aluguel do estande são muito altos, sem falar nos gastos com funcionários, lanches e credenciais. Nós deveríamos ter mais assistência’’, reclamou.

Milton DóriaTradiçãoOs aviões da Esquadrilha da Fumaça tiveram o céu limpo como pano de fundo; show com Sandy & Júnior era a atração do início da noitePara Ofrásio Gomes, de Santa Catarina, que vendia jaquetas e acessórios de couro, o balanço é positivo. ‘‘Considerando a atual situação econômica da população, as vendas foram boas. Tive até que renovar o estoque’’, contou. Ele participa da feira pela quinta vez e já reservou espaço para o próximo ano.
Nas barracas de alimentação, o movimento ficou longe das expectativas dos proprietários. ‘‘Esperávamos vender 15 mil salgados, mas não chegamos a quatro mil’’, lamentou William Roberto Nunes, que atribui o resultado negativo à chuva, ao preço dos ingressos para entrar no parque e à baixa qualidade dos shows apresentados.
‘‘No ano que vem, os ingressos têm que custar menos e os shows não podem ser tão fracos assim’’, reivindicou Mauro Pereira Carvalho, dono de uma barraca de pastéis e bebidas.
O ingresso a R$ 5,00 não assustou o arquiteto Edson Cardoso Pereira, de Maringá, que trouxe a mulher e as duas filhas para passar o dia no parque. Incluindo o almoço - R$ 7,50 por pessoa - os lanches e os ingressos dos brinquedos no parque de diversão, ele desembolsou cerca de R$ 120,00. ‘‘É o que eu esperava gastar, os preços estão normais, não tem nada de exagerado’’.

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