Sol da manhã faz bem à saúde
Para se proteger, além do uso diário de filtro solar, vale usar roupas, chapéus e sombrinhas, que funcionam como barreira física para os raios solares. ''Fugir da exposição nos horários mais críticos, entre 10 e 16 horas também é fundamental'', reforçou o dermatologista Wilter Alexandre Campos.
Segundo ele, a radiação ultravioleta, presente nos raios solares e concentrada nas cabines de bronzeamento artifical, é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer e fotoenvelhecimento da pele. ''Queimaduras constantes aceleram o aparecimento de rugas.''
A exposição à radiação ultravioleta, de acordo com o médico, estimula o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, causando o câncer. Mais comum, o câncer de pele do tipo basocelular normalmente está ligado à exposição prolongada ao sol, não é tão agressivo e não apresenta risco de metástase. Já o melanoma, mais perigoso, tem caráter genético e pode levar à morte.
''Pessoas de pele e olhos claros ou que trabalham sob o sol formam o grupo de maior risco e precisam de uma barreira física além do filtro solar'', assinalou Campos. Conforme ele, é preciso sempre estar atento a lesões, feridas ou pintas pretas na pele. ''Pessoas com idade entre 40 e 50 anos se assustam mais que os jovens de 25 a 30 anos, que muitas vezes confundem câncer com uma alergia.''
''Saiu de casa tem que usar protetor em todas as partes do corpo que ficarão expostas ao sol'', recomendou o dermatologista. O ideal, segundo ele, é aplicar o produto a cada duas horas, seja na cidade, na praia ou na piscina.
Para Campos, no entanto, faz bem tomar o sol da manhã, das 8 até as 10 horas, e depois das 16 horas. ''Todo mundo, a partir dos seis meses de idade, tem que tomar doses brandas de sol'', citou o dermatologista, apontando roupas claras, luvas, bonés, chapéus e sombrinhas como aliados da pele. ''Deve-se usar tudo o que ajudar a bloquear os raios, não importando o material.''(M.G.)





