Lino Ramos
De Londrina
Clientes de bancos vítimas de assaltantes poderão ter em breve uma senha de segurança permitindo o acionamento da polícia de forma sigilosa no momento em que houver a tentativa de saque em um caixa eletrônico. A proposta é do advogado tributarista Diógenes de Barros e foi transformada num software pelo analista Paulo Fernandes de Oliveira. O produto, denominado ‘‘Pedido de Socorro Via Cartão de Acesso’’, foi registrado pelo autor no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).
O advogado diz que a idéia surgiu da sua preocupação com o chamado ‘‘sequestro relâmpago’’, quando a vítima é levada até uma agência bancária para retirar dinheiro e passa momentos de terror em poder dos bandidos. Diógenes de Barros entende que nesse período o cidadão não tem como avisar alguém sobre o assalto pois está sob ameaça. O sistema desenvolvido pelo advogado daria a chance da comunicação no momento do saque. Ao invés de usar a senha normal, o cliente digitaria a senha de segurança e ao mesmo tempo em que faria a retirada, estaria acionando uma central de segurança denunciando o crime.
Automaticamente o sistema emitiria uma ficha com o pedido de socorro, dando a localização da agência, o nome e os dados pessoais do cliente, parentes para contato, o carro pertencente à vítima e precauções médicas para eventual socorro, como o tipo sanguíneo e possíveis doenças. ‘‘O acessório também serve ocasionalmente para casos de sequestro ou para ladrões que costumam usar o cartão da vítima em compras pois o cidadão daria a senha de segurança ao bandido’’, afirma o advogado. ‘‘A idéia é fazer um programa para que o ladrão tome conhecimento e não pratique mais esse tipo de assalto’’, conclui.
O analista Paulo Fernandes de Oliveira disse que o software é um programa relativamente simples e pode ser usado pelos bancos ou mesmo órgãos públicos que usem sistemas de cartão magnético. ‘‘Não haveria problema para instalação do software. O banco precisaria somente contratar uma empresa para instalar o produto’’, garante.
Paulo Fernandes de Oliveira diz ainda que a senha de socorro também poderia acionar circuitos fechados de TV ou quaisquer sistemas eletro-eletrônicos, sempre de maneira sigilosa.
Na opinião do advogado Diógenes de Barros, todo cidadão portador de um cartão magnético é uma vítima em potencial e o programa visa inibir o assaltante, que pensaria no risco antes de atacar uma vítima. ‘‘Há um clamor da sociedade e a polícia não tem condições de estar em todos os lugares. Esse programa permitiria à polícia agir rapidamente em caso de sequestro relâmpago’’, acredita.

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