Josoé de CarvalhoTraumaNicolau Bulgacov Junior, que teve a casa invadida por ladrões: ‘Infelizmente, o assalto que sofri foi mais um das centenas de casos insolúveis em Londrina’‘‘Era uma noite de sexta-feira fria, naquele 17 de junho. Eu e minha então mulher chegamos em casa, no jardim Bandeirantes (zona oeste), por volta das 21 horas. Quatro bandidos fortemente armados nos esperavam dentro do quintal. Fomos rendidos, algemados e amordaçados, depois de forçados a entrar em casa. Minha mulher foi sequestrada e levada por outros membros da quadrilha, que esperavam em um carro estacionado na rua.
‘‘Os assaltantes me levaram até a minha loja no centro da Cidade e, sob ameaça de morte, me obrigaram a entregar-lhes tudo o que tinha valor. Foram mais de 5 quilos de ouro, cerca de 50 alianças, 120 anéis com brilhantes, centenas de relógios. Levaram tudo; fiquei economicamente quebrado.
‘‘Consumado o assalto, voltamos para minha casa. Os ladrões estavam sem máscaras, de caras limpas. Isso aumentava o meu medo de que iriam me matar a qualquer momento, até porque um deles estava muito nervoso. Só lá pelas três horas da madrugada é que trouxeram minha mulher de volta. Ficamos amordaçados, algemados, trancados em casa. Eles foram embora.
‘‘Não sofremos agressões físicas. Mas a violência do assalto, da surpresa, das armas nas nossas caras, o medo do pior causaram grande trauma em mim e em minha ex-mulher. Logo na sequência mudamos da casa para um apartamento. Hoje, já superamos os traumas, mas por vários meses sofremos com insônia, raiva e angústia. A Polícia Civil não conseguiu pista dos assaltantes e nem recuperar meus bens. Alguns policiais chegaram a insinuar que queriam dinheiro para encontrar os ladrões. O assalto que sofri foi mais um das centenas de casos insolúveis existentes em Londrina. Eu, infelizmente, não acredito mais na polícia.’’
Nicolau Bulgacov Junior, sócio-proprietário da Ótica Moderna.

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