Sociólogo mostra rumos de crescimento ordenado
Dimitri do Valle
O sociólogo norte-americano Peter Evans defendeu em Curitiba que a organização da comunidade é a chave para começar a resolver os problemas sociais no Brasil. Evans coordenou um seminário sobre meio ambiente e cidadania na Universidade Livre do Meio Ambiente.
A conclusão é que o Paraná reúne condições de aplicar a idéia da organização comunitária com melhores chances de resultados práticos do que em outras partes do País.
Os ambientalistas que participaram do encontro acreditam que a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) possui um conjunto razoavelmente forte de instituições que é plausível pensar que o envolvimento público venha a produzir resultados.
Chefe do Departamento de Sociologia da Universidade de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos, Peter Evans acredita que é preciso haver uma participação maior das comunidades para resolver problemas estruturais como os da habitação, por exemplo. Para ele, tudo vai depender da ação coletiva dos próprios moradores.
Se a comunidade não tem a capacidade de refletir sobre seus problemas, ela não poderá tomar uma atitude ou ter respaldo positivo de quem poderia implementar um melhoramento do setor público, comentou.
O principal desafio da RMC, segundo Evans, é saber como será possível lidar com uma população numerosa - com aproximadamente 2,5 milhões de pessoas - e ao mesmo tempo tornar os municípios que a compõem tão habitáveis quanto a capital.
O sociólogo é otimista em relação à realidade da RMC. O problema na Região Metropolitana não é mais difícil do que na maior parte do mundo. Ela tem um futuro mais positivo do que áreas metropolitanas com 10 milhões ou 15 milhões de habitantes, observou.
O paradoxo dos dias de hoje, acrescentou, é que o Estado precisa de recursos bilionários para gerar centenas de empregos. Nos anos 90 o esforço para gerar empregos através da vinda de montadoras de carros é muito maior do que se fosse na década de 50, comparou.





