A socióloga paulista Maria Helena Matarazzo, autora de livros e palestras sobre relações interpessoais, disse ontem em Cascavel que os conflitos familiares e a violência contra a mulher, são crescentes como decorrência ‘‘da difícil situação econômica vivida no País’’. Segundo ela, a crise faz aumentar as ‘‘zonas de atritos’’ entre casais.
‘‘Quando as dificuldades econômicas crescem, as pessoas chegam em casa mais angustiadas, não conseguem dialogar, negociar diferenças, e apelam para violência, batendo na mulher, nas crianças, no cachorro...’’, observou a psicóloga. A convite do Conselho da Mulher Empresária e Executiva de Cascavel, Maria Matarazzo proferiu uma palestra ontem à noite em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
Segundo Maria Helena, as mulheres também precisam enfrentar as dificuldades de terem várias jornadas de trabalho. ‘‘Elas são obrigadas a trocar de uniforme várias vezes ao dia, pois o iniciam como babás dos filhos, trabalham fora para ajudar a manter a casa, são filhas, profissionais e esposas’’, comentou. Além disto, disse ela, as mulheres precisam cuidar de sua ‘‘sobrevivência emocional, para assegurar sua cota de amor e prazer’’.
Dados do 6º Batalhão da Polícia Militar mostram essa realidade em Cascavel. Entre o domingo e ontem, dez ocorrências foram atendidas pela polícia e, destas, sete foram de agressões de homens contra as mulheres. O percentual tem sido observado praticamente na mesma proporção diariamente.
O Dia Internacional da Mulher também foi marcado em Cascavel pela abertura da exposição ‘‘Mulheres’’, com participação de 29 artistas plásticos, no Centro Cultural Gilberto Mayer, organizada pela Secretaria da Cultura. Em Toledo, a 45 quilômetros de Cascavel, foi inaugurada uma galeria de primeiras-damas do município, aberta exposição de obras do artista plástico Nelmar Proença, e realizado um concerto com músicos locais, na Usina do Conhecimento.

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