Maurício Borges
de Apucarana
A morte do estudante Anderson Gomes Ferreira, 19 anos, e os ferimentos graves causados em Diego Garcia Alves, 20 anos, ambos baleados em um assalto ocorrido segunda-feira numa padaria da região central de Apucarana, provocaram uma reação imediata da sociedade. Setores organizados da comunidade estão exigindo providências da Secretaria de Segurança Pública para conter a criminalidade na cidade.
Ontem, o promotor Humberto Gonçalves Brito, da 1ª Vara Criminal da Comarca, convocou promotores, representantes da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e membros do Conselho Comunitário de Segurança para uma reunião, hoje, a partir das 9 horas, no fórum, quando será discutido as deficiências do sistema de segurança pública em Apucarana.
Ainda hoje, a partir das 18 horas, na sede da Associação Comercial e Industrial de Apucarana (ACIA), será realizada uma reunião extraordinária do Conselho Comunitário de Segurança.
Segundo o presidente do órgão, Armando Boscardin, foram convocados a participar os quatro delegados da polícia civil e o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, major José Aparecido Fardim Rubira.
Para Boscardin, os mecanismos de segurança pública estão deixando muito a desejar em Apucarana. ‘‘Não me refiro somente a este crime que vitimou o estudante’’, argumentou. ‘‘Os assaltos a postos de combustíveis e estabelecimentos comerciais, além de furtos e delitos violentos, estão acontecendo praticamente todos dias na cidade’’.
Este quadro, conforme Boscardin, está desencadeando uma mobilização espontânea na comunidade, que está muito insegura e vai exigir mais rigor do estado, para conter essa onda de criminalidade em Apucarana.
Ouvido ontem pela Folha, o delegado chefe da 17ª Subdvisão Policial, Otacílio Bovolin, declarou que a Polícia Civil também está preocupada e trabalhando para conter a criminalidade.
‘‘A polícia não tem como conter ou evitar a violência que está nas pessoas e, nesta época do ano, já estamos acostumados a lidar com um índice mais alto de delitos’’, justificou.
Bovolin adiantou que irá reunir-se com o conselho comunitário de segurança para avaliar os problemas e discutir soluções. O delegado argumentou, porém, que a Polícia Civil está trabalhando com limitação de pessoal e equipamentos.

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