Sociedade não tem como coibir envenenamento de animais
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de outubro de 2001
Lucinéia Parra<br> De Maringá 
A Sociedade Protetora dos Animais de Maringá (Spam) recebe em média 15 telefonemas por dia de pessoas que relatam violência contra os animais, principalmente contra cães e gatos. Além do abandono, há denúncias de que os animais estão sendo envenenados. A entidade registra os relatos, mas pouco faz para coibir este tipo de prática contra os animais, já que não consegue reunir provas contra os suspeitos.
De acordo com a presidente da Spam, Maria Eugênia Castro Ferreira, as pessoas estão cada vez mais intolerantes com os animais. ''A impressão que tenho é que as pessoas querem que os cães fiquem mudos porque basta eles darem um latido e os vizinhos já nos ligam reclamando de perturbação'', avalia Maria Eugênia.
Quando o Spam recebe denúncia de ameaça de envenamento dos animais, Maria Eugênia diz que a entidade se limita a encaminhar a quem faz as ameaças, cópias da lei 9.605 de crimes ambientais que prevê pena de detenção de três meses a um ano, e multas às pessoas que praticarem ato de abuso, maus-tratos ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Conforme Maria Eugênia, os gatos são as principais vítimas do envenenamento, mas dificilmente é possível comprovar quem é o autor.
A Spam orienta os donos dos bichos para certos cuidados que podem evitar os maus-tratos. No caso dos gatos por exemplo, a orientação é para que os donos deixem os animais em gaiolas de coelho durante à noite - período que eles (gatos) mais ''pertubam'' os moradores. Com relação aos latidos dos cães, Maria Eugênia reclama da falta de vontade das pessoas com relação aos animais. ''Se um vizinho tem um caminhão que faz o maior barulho logo de manhã ao ser ligado, ninguém reclama, mas se é um cachorro que late, daí há reclamações de todo mundo'', compara.


